Jornalismo
Votos de Fachin e Cármen Lúcia pode decidir futuro de Moraes no STF
Plenário está dividido e sessão extraordinária de terça-feira (15) vai analisar pedido de investigação contra o ministro
Por Redação com informações do R714 SET. - 07H56
Jornalismo - Votos de Fachin e Cármen Lúcia pode decidir futuro de Moraes no STF (Foto: Alejandro Zambrana/STF e Gustavo Moreno/STF)O Supremo Tribunal Federal realiza na próxima terça-feira (15) uma sessão extraordinária para decidir se autoriza a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O caso apura a relação do ministro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A convocação foi feita pelo presidente da Corte, Edson Fachin.
O plenário está dividido e o placar prévio aponta empate técnico. De um lado, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin tendem a rejeitar os procedimentos contra Moraes. Do outro, André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques devem apoiar a continuidade das apurações. Moraes não deve votar por ser a parte diretamente envolvida, e Dias Toffoli se declarou suspeito.
Com esse cenário, o voto de Cármen Lúcia passa a ser considerado decisivo nos bastidores. A ministra é reconhecida por sua postura institucionalista e pelo apego aos ritos regimentais. Interlocutores do STF avaliam que seu posicionamento pode definir o resultado da votação.
Despachos - Na condição de presidente, Fachin suspendeu despachos isolados de outros ministros e submeteu o caso ao colegiado. A decisão ocorreu após ele assumir a relatoria do processo, no último sábado (12), retirando o caso das mãos de André Mendonça. Fachin também negou um pedido de Moraes para que os julgamentos fossem realizados em conjunto.
A sessão acontece em meio a uma crise institucional que envolve o Supremo, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República. O objetivo da presidência é evitar que o plenário se transforme em um palco de embate público e restabelecer a previsibilidade das ações da Corte.
Um empate na votação beneficiaria Moraes, pois não haveria maioria para autorizar a investigação. O julgamento é considerado um dos mais delicados dos últimos anos e pode definir os rumos do ministro na Corte.
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