Jornalismo
Uso de inteligência artificial nas escolas exige pensamento crítico
Especialista da Unesco alerta para riscos do uso excessivo de tecnologias e defende formação de professores.
Por Redação14 AGO. - 16H19
Jornalismo - Uso de inteligência artificial nas escolas exige pensamento crítico (Foto: © Rovena Rosa/Agência Brasil)O avanço da internet e da inteligência artificial nas escolas precisa ser acompanhado de pensamento crítico, segundo a educadora Daniela Costa, consultora da Unesco para o Brasil. Para ela, não basta disponibilizar ferramentas digitais a estudantes e professores sem discutir objetivos, riscos e oportunidades.
Durante o 4º Encontro de Educadores do Século XXI, no Rio de Janeiro, Daniela apresentou dados sobre os impactos das tecnologias na aprendizagem. Entre os alertas, está a distração provocada pelo celular: pesquisas apontaram efeitos negativos até mesmo pela simples proximidade do aparelho em estudantes de 14 países.
A especialista também destacou o uso de plataformas digitais para pesquisas escolares. Entre alunos do ensino médio, YouTube e TikTok aparecem como os recursos mais utilizados, citados por 89% dos estudantes. Sites de busca são usados por 88%, enquanto plataformas de inteligência artificial aparecem com 70%.
Daniela ainda chamou atenção para a formação dos professores. Segundo dados apresentados por ela, a participação dos docentes em capacitações sobre tecnologias digitais caiu de 65% em 2021 para 54% em 2024. Para a consultora, fortalecer o papel dos educadores é essencial para garantir um uso mais consciente e crítico da tecnologia nas escolas.
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