Jornalismo
Turista de Brasília perde movimentos do corpo após onda em Maracaípe
Filipe de Freitas, 41 anos, sofreu traumatismo cervical; irmã relata desespero ao vê-lo imóvel na areia
Por Redação18 AGO. - 10H10
Jornalismo - Turista de Brasília perde movimentos do corpo após onda em Maracaípe (Foto: Reprodução internet)Era para ser um dia de lazer em família, mas o mar de Maracaípe, em Ipojuca, guardava uma armadilha que mudaria a vida do turista Filipe de Freitas, de 41 anos. Morador de Águas Claras, no Distrito Federal, ele perdeu os movimentos do corpo depois de ser atingido em cheio por uma onda, no último dia 10 de agosto. O banho de mar virou um pesadelo em segundos.
Quem viu tudo foi a irmã, Paula Torres. Ela filmava os parentes na água quando percebeu que Filipe não subia mais para respirar. Foi o filho adolescente dela, que também estava no mar, quem puxou o tio pelas axilas e o arrastou até a areia. "Quando ele puxou, meu irmão não respondia. Foi aí que percebi que algo grave tinha acontecido e comecei a gritar desesperada", contou Paula, ainda abalada.
O Samu chegou rapidamente, imobilizou a vítima e a levou ao Hospital da Restauração, no Recife. Lá, os médicos constataram um traumatismo raquimedular cervical, com comprometimento dos braços e das pernas. Na sexta-feira (14), Filipe passou por uma cirurgia de artrodese cervical entre as vértebras C4 e C5. Recebeu alta na segunda (17), mas continua no Recife, sob acompanhamento.
Sem prazo - A recuperação é incerta e lenta. A irmã explica que ele já consegue levantar o braço esquerdo, mas sem precisão nos movimentos finos. O lado direito foi o mais afetado, e as pernas ainda não respondem. "Ele não anda, não mexe as pernas. O braço esquerdo ele levanta e abaixa, mas os movimentos finos não têm. O direito foi o pior", descreveu Paula, com a voz embargada. O tratamento exige pelo menos 45 dias de fisioterapia intensiva e seis semanas usando colar cervical.
Além do susto e da dor, a família enfrenta a distância de casa. O avô de Filipe havia falecido cerca de 20 dias antes, e os parentes viajaram com a avó para amenizar o luto, mas o acidente transformou as férias em uma batalha pela recuperação. Sem previsão para voar, Filipe deve permanecer no Recife por pelo menos mais dez dias, até uma nova avaliação médica. Apesar de tudo, a irmã diz que ele mantém a fé e a confiança de que vai voltar a andar.
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