Jornalismo
Tratamento da osteoporose pode ganhar novo alvo após descoberta
Cientistas identificarem um receptor presente nas células ósseas que participa diretamente dos processos responsáveis pela formação e manutenção do tecido
Por Redação17 SET. - 10H22
Jornalismo - Tratamento da osteoporose pode ganhar novo alvo após descoberta (Foto: Getty Images)O tratamento da osteoporose ganhou uma possível nova frente de investigação após cientistas identificarem um receptor presente nas células ósseas que participa diretamente dos processos responsáveis pela formação e manutenção do tecido ósseo.
O novo alvo, chamado GPR133, pode influenciar a atividade dos osteoblastos, células responsáveis pela produção de novo tecido ósseo. Em testes com animais, a ativação desse receptor aumentou a massa e a resistência dos ossos.
Osteoporose - A doença ocorre quando a destruição do tecido ósseo supera sua formação, deixando os ossos progressivamente mais frágeis. Com o avanço da doença, pequenas quedas ou impactos podem resultar em fraturas.
Diferentes tipos de células trabalham em conjunto: os osteoblastos constroem tecido ósseo, enquanto os osteoclastos participam da remoção do tecido antigo. O estudo descobriu que o GPR133, também conhecido como ADGRD1, atua nesse equilíbrio. O receptor responde a estímulos mecânicos e sinais presentes no ambiente das células ósseas, ajudando a controlar sua atividade.
Os pesquisadores observaram uma maior diferenciação e funcionamento dos osteoblastos quando o GPR133 foi ativado. Ao mesmo tempo, houve alterações associadas à atividade dos osteoclastos, favorecendo um cenário mais favorável à formação óssea.
Pesquisa - Publicado em junho de 2025 na revista Signal Transduction and Targeted Therapy, o estudo a molécula experimental AP503, capaz de ativar o GPR133, Para investigar se esse mecanismo poderia ser utilizado como estratégia contra a perda óssea.
Os resultados foram observados tanto em células quanto em camundongos. Nos animais, a ativação do receptor esteve associada ao aumento do volume ósseo, número e espessura das trabéculas, além de maior presença de osteoblastos e osteócitos.
Além disso, os ossos apresentaram maior taxa de formação e resistência mecânica. Os pesquisadores também testaram a molécula em camundongos submetidos à retirada dos ovários, um modelo utilizado para reproduzir alterações relacionadas à perda óssea após a menopausa.
Nesse grupo, o AP503 reduziu diversas alterações semelhantes às observadas na osteoporose. O mecanismo envolve uma sequência de sinais dentro das células, incluindo cAMP e beta-catenina, que participa da regulação da formação óssea.
Estudos com humanos - Apesar dos resultados, a descoberta ainda está distante de se tornar um tratamento disponível para pacientes. Os experimentos foram realizados em células e animais, portanto não permitem afirmar que o AP503 terá o mesmo efeito ou segurança em seres humanos.
Contudo, antes de qualquer aplicação clínica, serão necessários estudos para avaliar dose, segurança, efeitos adversos e eficácia em pessoas.
ÚLTIMOS VIDEOS

Mulher é atacada por cão de grande porte nas Graças

Moradores denunciam alagamentos e buracos em rua de Enseadas dos Corais

Dupla é presa após roubar cargas de cosméticos no Recife

Taxista é assassinado em tabajara. Suspeitos pulam o muro da casa dele
