Jornalismo
"Tenho que agradecer a Elba Ramalho": Mari Fernandez cantará em mais de 40 cidades no São João
"Caruaru entrega a mesma estrutura que um Rock in Rio", revelou em entrevista á TV Guararapes/RECORD.
Por Abel Santos01 JUN - 15H43
Jornalismo - "Tenho que agradecer a Elba Ramalho": Mari Fernandez cantará em mais de 40 cidades no São João (Foto: Reprodução/Redes Sociais)Mari Fernandez é o tipo de artista que desafia explicações convencionais; ela é um fenômeno que simplesmente acontece. Surgida em meio ao cenário desafiador da pandemia, a cantora cearense, hoje com 25 anos, consolidou-se como um dos nomes mais requisitados nos palcos de todo o Brasil, transitando com naturalidade entre o forró, o piseiro e o sertanejo.
A união de mundos musicais
Em entrevista exclusiva, Mari destaca a harmonia com que é recebida em diferentes esferas do mercado. "Onde eu chego no forró, sou muito respeitada e abraçada. O mesmo acontece no sertanejo, tanto pelo público quanto pelos empresários", afirma. Para a artista, não faz sentido escolher um lado: "Faz muito sentido cantar os dois e ter carinho por ambos". Essa versatilidade, aliada ao seu talento como compositora e instrumentista, transformou a "Rainha do Piseiro" em uma peça-chave na engrenagem dos grandes festivais juninos.
A "atleta da voz" no São João
Com uma agenda que a coloca nas principais capitais e municípios do Nordeste, Mari compara a maratona junina a uma preparação olímpica. "Somos atletas da voz. Existe uma logística intensa, uma equipe de quase 50 pessoas e um preparo psicológico para lidar com dias fora da rotina", explica.
A cantora ressalta a magnitude dos eventos na região, comparando-os aos grandes festivais globais: "Petrolina e Caruaru entregam a mesma estrutura que um Villa Mix ou um próprio Rock in Rio. É preciso entender essa proporção".
Respeito ao legado
Um dos momentos mais marcantes revelados pela artista foi um encontro nos bastidores com ícones como Elba Ramalho, Dorgival Dantas, Mestrinho e João Gomes. Mari descreve a experiência como uma verdadeira aula de música. "Eu olhava e ficava calada, só ouvindo. O que eu falaria que agregaria mais do que o que Elba e Dorgival diziam? É muito importante que nós, da nova geração, respeitemos sempre quem correu para que pudéssemos caminhar hoje", reflete.
Essa reverência se traduz diretamente em seu repertório. Mesmo sendo uma das artistas mais ouvidas nas plataformas digitais com sucessos como "Não, Não Vou" e parcerias de peso, Mari reserva um momento especial em seu show para homenagear os clássicos. "Tenho a obrigação de levar minha história e minhas músicas, mas também de lembrar aos fãs que, para eu chegar até aqui, muita gente trilhou esse caminho antes".
O futuro da tradição
Para a cantora, a modernização do forró é um processo natural, mas que exige responsabilidade. "O ritmo e as letras mudam, mas não podemos deixar de enaltecer que isso é uma coisa nossa, da cultura brasileira. Temos a obrigação de honrar nossos sotaques, estados e histórias, levando essa verdade para o Brasil inteiro", conclui Mari, que segue trilhando seu caminho com a mesma intensidade com que conquistou o topo do Spotify Brasil em 2021.
Mari Fernandez iniciou sua trajetória profissional em 2021 com o álbum "Piseiro Sofrência". Desde então, sua carreira tem sido marcada por parcerias de sucesso e uma ascensão constante, reforçando seu papel como uma das vozes mais influentes da música contemporânea no país.
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