Jornalismo
Tarifaço entra em vigor nesta quarta-feira (22) e preocupa indústria brasileira
Sobretaxa de 25% pode encarecer produtos brasileiros nos EUA; governo e empresários voltam à mesa de negociação
Por Redação22 JUL. - 07H33
Jornalismo - Tarifaço entra em vigor nesta quarta-feira (22) e preocupa indústria brasileira (Foto: Reprodução/Casa Branca)A tarifa adicional de 25%, imposta ao Brasil pelo governo do presidente Donald Trump, entra em vigor nesta quarta-feira (22). Especialistas afirmam que o custo adicional gerado pela medida pode reduzir a margem de lucro dos exportadores e ser repassado aos consumidores nos Estados Unidos.
Com o encarecimento eventual dos produtos brasileiros no mercado norte-americano, as exportações irão se tornar mais difíceis para o Brasil. O país poderá enfrentar diminuição da produção, adiamento de investimentos e até mesmo impactos sobre o emprego em segmentos específicos.
O maior impacto será registrado em setores que dependem mais das vendas aos EUA, como é o caso das indústrias de máquinas e equipamentos, calçados, vestuário, papel, madeira, açúcar e etanol.
Exceções do tarifaço - Produtos como café, carne bovina, aeronaves, peças da indústria aeronáutica e produtos minerais permanecem fora da sobretaxa por serem considerados itens estratégicos para os Estados Unidos.
Segundo dados da Agência Brasileira de Promoção e Exportações e Investimentos (Apex), cerca de U$ 7,2 bilhões serão afetados pela nova cobrança. Assim, o Brasil torna-se o segundo país mais afetado pelo tarifaço de Trump, perdendo apenas para a China.
Negociações - O Governo Federal intensifica as negociações para tentar reduzir os efeitos da sobretaxa. Na terça-feira (21), o vice-presidente Geraldo Alckmin iniciou uma série de reuniões com representantes dos principais setores afetados, com o objetivo de discutir medidas de apoio e estratégias de resposta.
Desde o início da cobrança excessiva dos EUA, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem criticado a decisão. Em nota, divulgada na última semana, o governante classificou a medida como “marco lastimável” na relação entre os dois países e destacou que não há justificativa para a imposição das tarifas.
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