Jornalismo
Procon-PE discute medidas para padronizar serviços em barracas de Porto de Galinhas
A discussão ganhou força após o caso de agressão a um casal de turistas na praia do município
Por Jackson Rafi08 JAN - 07H22
Jornalismo - Procon-PE discute medidas para padronizar serviços em barracas de Porto de Galinhas (Foto: )Representantes do Procon Pernambuco, da Associação de Barraqueiros e Prefeitura de Ipojuca, se reuniram para discutir medidas de ordenamento e melhoria no funcionamento dos bares e barracas de Porto de Galinha. O encontro teve como foco a padronização de serviços, a defesa do consumidor e a convivência harmoniosa entre trabalhadores e turistas.
Entre os principais pontos debatidos está a criação de um cardápio único, com regras claras sobre valores, formas de pagamento, cobrança de consumação mínima, aluguel de cadeiras e taxas adicionais. A proposta é elaborar um documento conjunto que reúna as diretrizes acordadas entre o Procon, os comerciantes e a gestão municipal, garantindo segurança jurídica e transparência para todas as partes envolvidas.
A discussão ganhou força após o caso de agressão a um casal de turistas do Mato Grosso na praia de Porto de Galinhas após questionarem o valor cobrado pelo uso das cadeiras. A barraca envolvida teve as atividades suspensas por sete dias, e garçons e auxiliares foram afastados após a constatação de irregularidades.
De acordo com a associação dos barraqueiros, que representa cerca de 50 estabelecimentos do município, a categoria não se opõe à implantação de regras técnicas e acredita que o diálogo é o melhor caminho para melhorar o atendimento em um dos principais cartões-postais de Pernambuco.

Após a repercussão do caso, o Procon-PE intensificou as fiscalizações em Porto de Galinhas. Em cinco dias, 40 barracas e um restaurante foram notificados para apresentar documentação e comprovar que funcionam de forma regular. Durante as ações, os fiscais verificam cardápios, cópias de preços e o cumprimento das normas do Código de Defesa do Consumidor.
Segundo o órgão, os estabelecimentos que não se adequarem às regras podem sofrer penalidades, incluindo multas. O objetivo é recuperar a imagem do destino turístico e garantir que os visitantes encontrem um ambiente organizado, seguro e com respeito aos direitos do consumidor.
Assista a reportagem:
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