Jornalismo
População ocupada por conta própria e com CNPJ bate recorde no Brasil
Mais da metade dos trabalhadores autônomos com nível superior tinham registro formal; resultados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua
Por Redação24 SET. - 08H45
Jornalismo - População ocupada por conta própria e com CNPJ bate recorde no Brasil (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)A quantidade de trabalhadores autônomos brasileiros que contam com CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) subiu de 15% para 27,1%, e a de empregadores também formalizados aumentou de 75,6% para 81,1%, em 2025. Esse é o maior patamar da série histórica, que começou há 13 anos.
Os resultados fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada na quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em números absolutos, a soma dos dois grupos considerados totaliza 30,6 milhões de pessoas. 35% daquelas com 14 anos ou mais ocupadas na semana de referência da pesquisa. Apesar disso, a taxa de trabalhadores que atuam por conta própria e não têm CNPJ adicionada à de empregadores nessa condição chega a 65%.
Perfil - Em 2025, a taxa de formalização feminina foi de 36,7%, enquanto a masculina ficou em 34,2%. O percentual de mulheres com CNPJ sempre foi maior do que o de homens desde 2012.
O ano passado registrou mais da metade (50,8%) dos trabalhadores autônomos com nível superior tinham registro formal, enquanto aqueles sem instrução ou com fundamental incompleto eram 11,1%. Essa é a primeira vez na série histórica que o Brasil alcança esse patamar. Entre os empregadores com superior completo, 91,8% tinham CNPJ.
Setores - O ramo de Serviços manteve o maior contingente de trabalhadores por conta própria, com 14 milhões de ocupados (45,7% do total nacional). As atividades do Comércio aparecem em segundo lugar na absorção de mão de obra, com 6,4 milhões de profissionais (20,9%), seguido por Construção (12,8%), Agricultura (12,%) e Indústria (8,5%).
Em relação à formalização dos negócios, o Comércio teve o maior índice de registros do país, com 49,8% em 2025, seguido por Serviços (40,3%). Já entre as atividades com os menores índices de formalidade, os destaques estão nos setores da Construção (18,8%) e da Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Aquicultura (8,6%).
Entre a população ocupada no setor privado (84,6 milhões de pessoas), 60,2% atuavam em estabelecimento do próprio empreendimento em 2025. O percentual permanece abaixo dos 62,7% registrados quando o índice começou a ser registrado, em 2012.
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