Jornalismo
Polícia Civil prende grupo acusado de aplicar golpes com falsas cartas contempladas de consórcio no Recife
Três mulheres e dois homens foram presos em operação no bairro do Espinheiro; investigação começou após denúncia de vítima que perdeu R$ 5 mil
Por Yasmin Santos09 OUT - 13H50
Jornalismo - Polícia Civil prende grupo acusado de aplicar golpes com falsas cartas contempladas de consórcio no Recife (Foto: Reprodução)A Polícia Civil de Pernambuco prendeu, na última terça-feira (7), cinco pessoas suspeitas de aplicar golpes com a venda de falsas cartas contempladas de consórcio. A operação aconteceu em uma sala comercial localizada em uma galeria no bairro do Espinheiro, Zona Norte do Recife. Entre os presos estão três mulheres e dois homens, apontados como responsáveis por enganar dezenas de vítimas com promessas de créditos para compra de bens.
A investigação começou há cerca de dois meses, na Delegacia do Jordão, após a denúncia de uma mulher que perdeu R$ 5 mil ao acreditar que estava adquirindo uma carta de consórcio contemplada. Segundo o delegado Dalalmo Lima, responsável pelo caso, a vítima conhecia um dos suspeitos, com quem já havia trabalhado em um shopping.
“Ela confiou nessas pessoas e acabou sendo enganada. Ao investigar, descobrimos que o grupo já vinha atuando com o mesmo golpe desde 2022, sempre abrindo empresas em diferentes bairros, geralmente de classe média alta, para dar aparência de credibilidade”, explicou o delegado.
Durante a operação, foram apreendidos diversos materiais usados para simular legalidade nas negociações, como crachás, maquinetas e documentos com logotipos de consórcios. A empresa investigada usava redes sociais, como Instagram e Facebook, para atrair vítimas interessadas em adquirir bens como carros, casas ou terrenos.
De acordo com o delegado, o dinheiro pago pelos clientes nunca chegava às operadoras de consórcio. “Os valores eram desviados e usados para custear uma vida de luxo dos líderes do grupo. Encontramos imóveis com acabamento de mármore, móveis caros e até um veículo Audi de alto valor, tudo comprado com o dinheiro das vítimas”, afirmou.
As investigações apontam que o grupo já foi preso outras vezes pelo mesmo tipo de crime e voltou a agir após ser solto. O delegado Dalalmo Lima informou que, além da prisão em flagrante, foi solicitada à Justiça a prisão preventiva dos envolvidos.
O número total de vítimas ainda é incalculável, mas a Polícia Civil estima que centenas de pessoas tenham sido lesadas nos últimos três anos em Pernambuco.
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