Jornalismo
Polícia Civil prende 14 pessoas em esquema de agiotagem no Cabo de Santo Agostinho
Grupo cobrava juros abusivos e usava ameaças, mensagens com armas e fantasias para intimidar comerciantes
Por Redação18 AGO. - 13H36
Jornalismo - Polícia Civil prende 14 pessoas em esquema de agiotagem no Cabo de Santo Agostinho (Foto: PCPE / Divulgação)A Polícia Civil de Pernambuco desarticulou um esquema de agiotagem associado a cobranças extorsivas e ameaças contra comerciantes do Cabo de Santo Agostinho. As investigações começaram em maio, após denúncias anônimas e presenciais sobre a atuação de colombianos e venezuelanos que ofereciam empréstimos com juros elevados e pagamentos diários.
Segundo a apuração, as vítimas tinham dificuldade para quitar as dívidas por causa dos juros abusivos. Mesmo com pagamentos em dinheiro ou Pix, os cobradores alegavam falta de comprovação e davam continuidade às cobranças. Os suspeitos visitavam diariamente os estabelecimentos, usando motocicletas, capacetes e balaclavas, e intimidavam os comerciantes. Quando o valor não era pago, consumiam produtos das lojas e ameaçavam retornar com mais pessoas.
As ameaças também chegavam por ligações e mensagens, com fotografias dos estabelecimentos, residências e familiares das vítimas. Em alguns casos, os criminosos enviavam imagens com fantasias de palhaços, armas de fogo e textos ameaçadores. Mesmo durante a lavratura do flagrante, outros envolvidos continuaram enviando mensagens para coagir as vítimas que procuraram a polícia.
Flagrantes - Desde o início da repressão, foram realizados quatro flagrantes que resultaram na captura de 14 pessoas, entre colombianos e venezuelanos. Também foram apreendidas nove motocicletas, milhares de cartões de divulgação, dinheiro, celulares e mais de dez capacetes. A investigação identificou uma estrutura organizada com financiadores, supervisores e cobradores. Os recém-chegados da Colômbia e da Venezuela eram recrutados com oferta de trabalho, moradia, transporte e telefone.
O delegado Altemar Mamede afirmou que a atuação do grupo apresentava elevado grau de organização e que a polícia avança para verificar se há configuração de organização criminosa. As investigações seguem para identificar eventuais responsáveis em posições de comando e financiamento.
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