Jornalismo
Plataforma de apoio em saúde mental chega ao aplicativo Meu SUS Digital
Ferramenta voltada para jovens de 13 a 24 anos oferece acolhimento, orientação e atendimento gratuito com expectativa de ampliar o acesso ao cuidado psicológico
Por Redação31 JUL. - 15H11
Jornalismo - Plataforma de apoio em saúde mental chega ao aplicativo Meu SUS Digital (Foto: © Tânia Rêgo/Agência Brasil)Jovens de 13 a 24 anos agora podem acessar a plataforma Pode Falar diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital, disponível para celulares Android e iOS. A ferramenta oferece acolhimento, escuta qualificada e orientação em saúde mental, ampliando o acesso a um serviço gratuito voltado à prevenção e ao cuidado emocional. A iniciativa é do Ministério da Saúde, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Segundo o ministério, a plataforma realiza atualmente cerca de 1,1 mil atendimentos por mês. Com a integração ao aplicativo do SUS, a expectativa é aumentar esse número para aproximadamente 11 mil atendimentos mensais. A proposta é reduzir as barreiras de acesso aos serviços de saúde mental, especialmente entre jovens que ainda não buscaram atendimento presencial.
Para utilizar o serviço, basta acessar o aplicativo Meu SUS Digital e selecionar a opção "Pode Falar" na área de miniaplicativos. O atendimento funciona de segunda a sábado, das 8h às 22h, pelo horário de Brasília, e pode ser feito de forma anônima, garantindo mais privacidade para quem busca ajuda.
O primeiro contato é realizado por um chatbot, que oferece informações acessíveis sobre saúde mental e ajuda o usuário a compreender melhor suas emoções. Caso a pessoa deseje conversar com um profissional ou o sistema identifique necessidade de apoio mais especializado, o atendimento é transferido para uma equipe humana.
A plataforma também utiliza inteligência artificial para identificar mensagens que indiquem maior risco emocional. Quando são detectados sinais de sofrimento intenso ou situações consideradas urgentes, a tecnologia envia um alerta à equipe responsável, garantindo prioridade no atendimento desses casos.
Os teleatendimentos são realizados por estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de psicologia, medicina e educação, sempre supervisionados por professores e capacitados para seguir protocolos específicos de acolhimento e orientação.
O Ministério da Saúde reforça, no entanto, que o serviço não substitui o atendimento presencial. Em casos de sofrimento persistente, crises emocionais ou quando os problemas passam a comprometer a rotina, os estudos, o trabalho ou os relacionamentos, a recomendação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), porta de entrada do Sistema Único de Saúde para atendimento e encaminhamento especializado, quando necessário.
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