Jornalismo
Pix movimenta R$ 4,3 trilhões a mais e tem alta de 19,3% no 1º semestre
Volume supera PIB do primeiro trimestre; número de transações chegou a 43,9 bilhões, segundo Banco Central
Por Redação com informações do R723 JUL. - 09H12
Jornalismo - Pix movimenta R$ 4,3 trilhões a mais e tem alta de 19,3% no 1º semestre (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)O valor das transações do Pix aumentou R$ 4,3 trilhões no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, um crescimento de 28%. O número de transações também teve alta de 19,3%, passando de 36,8 bilhões para 43,9 bilhões, segundo dados do Banco Central.
O volume movimentado é maior que o Produto Interno Bruto (PIB) registrado no primeiro trimestre deste ano, de R$ 3,3 trilhões, conforme o IBGE. O maior número de transações em um único mês foi registrado em maio, com 7,8 bilhões, e o maior volume mensal foi em junho, com R$ 3,59 trilhões.
Para o economista e professor Hugo Garbe, o Pix atingiu um estágio de maturidade no sistema financeiro brasileiro. "Os números demonstram que o Pix atingiu um estágio de maturidade no sistema financeiro brasileiro. O crescimento indica que não apenas mais operações estão sendo realizadas, mas também que valores mais elevados estão migrando para esse meio de pagamento", afirmou.
A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) também avaliou positivamente os dados. "Os números demonstram a plena consolidação e maturidade do Pix como o meio de pagamento mais popular e dinâmico do país", destacou em nota.
Eficiência econômica - Garbe destacou o ganho de eficiência econômica proporcionado pelo Pix. "O Pix reduz custos operacionais, aumenta a velocidade de circulação dos recursos e diminui a dependência de meios de pagamento mais caros, como TED, boletos e cartões em determinadas operações. Isso contribui para maior liquidez na economia e melhora a gestão de caixa das empresas", avaliou.
A tendência é que o crescimento continue, impulsionado por novas funcionalidades, como o Pix Automático.
Novidades em discussão - O Banco Central estuda regulamentar o uso de contas-salário no Pix Automático, permitindo pagamentos recorrentes. Também está em debate a cobrança híbrida, que junta boleto e QR Code em um único documento, além de aperfeiçoamentos no mecanismo especial de devolução.
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