Jornalismo
PF e CGU fazem operação contra Mario Frias e produtora do filme Dark Horse
Deputado federal e empresária Karina Gama são alvos de 49 mandados de busca e apreensão autorizados pelo STF
Por Redação10 SET. - 07H53
Jornalismo - PF e CGU fazem operação contra Mario Frias e produtora do filme Dark Horse (Foto: Reprodução/Instagram)A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram nesta quinta-feira (10) a Operação Make Up. A ação apura suposto desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares repassadas a uma organização da sociedade civil. Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a produtora Karina Ferreira da Gama, responsável pelo filme Dark Horse. São cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. Não há mandados de prisão.
As investigações apontam para a existência de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados. O grupo é suspeito de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços pagos. Levantamentos financeiros identificaram movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema. As tentativas de dissimular os desvios teriam se estendido até julho deste ano.
Mario Frias ocupou o cargo de secretário especial de Cultura no governo de Jair Bolsonaro, entre 2020 e 2022, e é produtor-executivo do longa-metragem. Karina Gama é empresária e dona da produtora Go Up, que produziu o filme. Duas entidades ligadas a ela também são alvo das buscas: o Instituto Conhecer Brasil e a Academia Nacional de Cultura. Em 2024, Frias destinou R$ 2 milhões em emendas para uma ONG ligada à produção do filme.
Relatoria - O caso está sob relatoria do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. O inquérito tramitava em São Paulo e foi avocado para o STF. Há ainda uma segunda investigação sobre o financiamento do filme, sob relatoria do ministro André Mendonça, que apura repasses feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro a pedido do senador Flávio Bolsonaro. Os crimes investigados incluem peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.
Na quarta-feira (9), o ministro André Mendonça homologou a delação premiada de Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro. O empresário afirmou em depoimento que era responsável por gerar dinheiro em espécie para a equipe de Vorcaro e relatou repasses para o fundo que financiou o filme. As defesas dos envolvidos ainda não se manifestaram sobre a operação desta quinta-feira.
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