Jornalismo
PF e CGU apuram esquema de fraudes com dinheiro público em Pernambuco e São Paulo
Ações miram grupo empresarial suspeito de fraudar licitações e lavar dinheiro, foco das investigações é o município de Timbaúba
Por Rebecca Lilith06 JUN - 10H36
Jornalismo - PF e CGU apuram esquema de fraudes com dinheiro público em Pernambuco e São Paulo (Foto: Agente da Polícia Federal e servidor da Controladoria-Geral da União (Foto: Divulgação/Polícia Federal))Na manhã da última quinta-feira (5), a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram a Operação Firenza, com o objetivo de apurar graves irregularidades em contratos públicos de terceirização firmados em Pernambuco. De acordo com a CGU, as empresas investigadas movimentaram mais de R$ 880 milhões entre 2021 e 2024, sendo pelo menos R$ 214 milhões provenientes de recursos federais.
A investigação teve início a partir da contratação suspeita de uma empresa terceirizada pela prefeitura do município de Timbaúba, na Zona da Mata Norte do estado. Após diligências realizadas por órgãos parceiros, as irregularidades foram confirmadas. Segundo nota oficial da CGU, foi identificada “fraude ao caráter competitivo de dispensa de licitação, que contou com participação exclusiva de empresas do grupo comercial investigado”.
Além das suspeitas de fraudes em licitações, o grupo é investigado por crimes de lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. Os integrantes do esquema utilizavam “pessoas interpostas” para comandar as empresas formalmente e movimentavam recursos com características típicas de ocultação de origem ilícita.
Durante a operação, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, além da quebra de sigilo bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas suspeitas de envolvimento no esquema. As ações aconteceram em quatro cidades: Jaboatão dos Guararapes, Recife, Timbaúba (PE) e São Paulo, com a participação de 95 policiais federais e seis auditores da CGU.
Para evitar novas irregularidades, a Justiça determinou medidas cautelares que impedem os investigados de participar de futuras licitações públicas no estado. Também foi proibido qualquer tipo de contato entre os suspeitos e as testemunhas do caso.
As investigações se concentram, principalmente, nas contratações feitas pela Prefeitura de Timbaúba, que somam R$ 39 milhões entre 2021 e 2024. Desse total, ao menos R$ 10 milhões têm origem em recursos federais, que, segundo os investigadores, podem ter sido desviados por meio de empresas de fachada e contratos superfaturados.
ÚLTIMOS VIDEOS

Mulher é atacada por cão de grande porte nas Graças

Moradores denunciam alagamentos e buracos em rua de Enseadas dos Corais

Dupla é presa após roubar cargas de cosméticos no Recife

Taxista é assassinado em tabajara. Suspeitos pulam o muro da casa dele
