Jornalismo
PF apreende relógios de luxo e bloqueia R$ 5,7 bilhões em operação contra dono do Banco Master
Operação Compliance Zero investiga fraudes financeiras com prejuízo estimado em R$ 12 bilhões
Por Rebecca Lilith14 JAN - 11H02
Jornalismo - PF apreende relógios de luxo e bloqueia R$ 5,7 bilhões em operação contra dono do Banco Master (Foto: Divulgação )A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (14), a segunda fase da Operação Compliance Zero e apreendeu relógios de luxo, dinheiro em espécie e outros bens de alto valor em endereços ligados ao empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e a familiares dele, em São Paulo. A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.
Além de Vorcaro, a PF cumpriu 42 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Entre os alvos da investigação estão a irmã do empresário, o cunhado e um primo, todos suspeitos de participação em operações financeiras fraudulentas atribuídas ao banco. O investidor e empresário Nelson Tanure também é investigado.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, a corporação determinou o sequestro e o bloqueio de bens e valores que somam mais de R$ 5,7 bilhões. Também foram apreendidos R$ 97.300 em espécie.
De acordo com a Polícia Federal, as investigações apontam a existência de um esquema estruturado de captação de recursos, aplicação em fundos de investimento e posterior desvio dos valores para o patrimônio pessoal de Vorcaro e de seus familiares.
A primeira fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada em novembro de 2025 e resultou em sete prisões duas temporárias e cinco preventivas. Na ocasião, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, após concluir que a instituição não tinha condições de cumprir suas obrigações financeiras dentro dos prazos legais.
As apurações também identificaram a venda de títulos de crédito falsos, com a emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) que prometiam rendimentos de até 40% acima da taxa básica do mercado, percentual considerado irreal e incompatível com práticas financeiras regulares.
Segundo estimativas da Polícia Federal, o prejuízo causado pelas fraudes investigadas pode chegar a R$ 12 bilhões. As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e dimensionar a extensão dos danos aos investidores e ao sistema financeiro.
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