Jornalismo
Pedreiro encontra carteira com quase R$ 2.000 e devolve ao dono na Zona da Mata de Pernambuco
Em Glória do Goitá, gesto simples de honestidade de seu “Itinho” emociona e vira exemplo em meio a tantas notícias negativas
Por Yasmin Santos16 DEZ - 16H46
Jornalismo - Pedreiro encontra carteira com quase R$ 2.000 e devolve ao dono na Zona da Mata de Pernambuco (Foto: Reprodução)Em meio a tantas histórias difíceis que marcam o noticiário diário, um gesto simples de honestidade chamou a atenção da nossa equipe, que saiu do Recife e seguiu até a Zona da Mata Norte de Pernambuco para contar um exemplo que merece ser repercutido. A história aconteceu no município de Glória do Goitá e tem como protagonista o pedreiro José Vanildo da Silva, conhecido por todos como seu Itinho.
Ele estava pedalando de bicicleta por uma rua próxima à própria casa quando avistou uma carteira caída no chão. Sem saber a quem pertencia, deu a volta, recolheu o objeto e seguiu para casa. Somente ao chegar, abriu a carteira e percebeu que havia documentos pessoais e uma quantia de quase R$ 2.000 em dinheiro.
Ciente de que o objeto não era seu, seu Itinho decidiu que faria de tudo para encontrar o verdadeiro dono. Segundo ele, a ideia de ficar com o dinheiro sequer passou pela cabeça. “Eu sabia que alguém devia estar sofrendo com a perda dos documentos”, contou, emocionado.
A busca pelo proprietário virou quase uma maratona. Com a ajuda de amigos e conhecidos, ele recusou a ideia de entregar a carteira em um posto de apoio e fez questão de devolver tudo diretamente ao dono, para ter certeza de que estava entregando à pessoa certa.
O proprietário da carteira é morador do Recife e trabalha com entrega de produtos de limpeza em municípios da região. No dia em que perdeu o objeto, ele estava em Glória do Goitá e só percebeu o sumiço ao tentar pagar um lanche. Ao refazer o caminho, imagens de uma câmera de videomonitoramento ajudaram a identificar quem havia encontrado a carteira. Como a cidade é pequena e muitos moradores se conhecem, não demorou para chegarem até seu Itinho.
O reencontro foi marcado por emoção e alívio. Para o pedreiro, a felicidade foi dupla: pela tranquilidade de devolver o que não era seu e pela certeza de ter ajudado alguém em um momento de desespero. “A gente fica feliz quando faz o que é certo”, resumiu.
A atitude de seu Itinho reforça que, mesmo em tempos difíceis, a honestidade e a empatia seguem fazendo a diferença. Uma história simples, mas poderosa, que merece ser compartilhada.
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