Jornalismo
Operação liberta 14 trabalhadores submetidos à escravidão moderna em Exu e Parnamirim
Um adolescente de 15 anos também foi resgatado
Por Abel Santos05 NOV - 15H03
Jornalismo - Operação liberta 14 trabalhadores submetidos à escravidão moderna em Exu e Parnamirim (Foto: Reprodução )Catorze trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão foram resgatados nas cidades de Exu e Parnamirim, no Sertão de Pernambuco. O resgate foi efetuado pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), coordenado pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do Ministério do Trabalho e Emprego, durante uma série de inspeções realizadas entre 26 de outubro e 5 de novembro.
A operação não se limitou a Pernambuco, resultando no resgate total de 20 trabalhadores em situação degradante: 14 em Pernambuco, cinco em Caldeirão Grande do Piauí (PI) e um em Juazeiro do Norte (CE). Um adolescente de 15 anos também foi encontrado atuando na perigosa atividade de quebra de pedras em Exu e foi afastado do trabalho.
Em sua atuação, os auditores-fiscais do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) inspecionaram um total de oito frentes de trabalho diretamente ligadas à extração e beneficiamento de pedras de paralelepípedo, além de uma obra pública que utilizava o material. Dessas frentes, em seis locais distintos, foram constatadas condições degradantes de trabalho, ausência completa de direitos trabalhistas e graves riscos à saúde e à vida dos trabalhadores.
As descobertas no local revelaram um cenário chocante de exploração, com trabalhadores vivendo em moradias precárias, que consistiam em barracos improvisados de lona e madeira, erguidos diretamente sobre o chão batido e desprovidos de itens básicos como banheiros, água potável e chuveiros. As condições de higiene eram nulas, com trabalhadores dormindo em redes ou colchões velhos, fazendo suas necessidades fisiológicas ao ar livre e tomando banho rudimentar com baldes e canecas.
A situação da água era crítica, armazenada em tambores reaproveitados e contaminados por insetos, folhas e terra, enquanto a alimentação era preparada em fogões improvisados e consumida no chão. Em uma das pedreiras, o quadro era ainda mais degradante: porcos circulavam livremente e consumiam restos de comida nas mesmas vasilhas utilizadas pelos trabalhadores.
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