Jornalismo
Onda de furtos de controles de elevadores de ônibus prejudica cadeirantes na Região Metropolitana do Recife
Cada painel de controle custa, em média, R$ 800
Por Abel Santos20 MAI - 14H17
Jornalismo - Onda de furtos de controles de elevadores de ônibus prejudica cadeirantes na Região Metropolitana do Recife (Foto: Reprodução/TV Guararapes)Uma onda de furtos tem gerado revolta e sérios problemas de acessibilidade no transporte público da Região Metropolitana do Recife. Criminosos estão invadindo ônibus para subtrair os cabos e painéis de controle das Plataformas Elevatórias Veiculares (PEVs), os equipamentos fundamentais para o embarque e desembarque de passageiros com deficiência ou mobilidade reduzida.
Apenas em uma das empresas de ônibus que operam na região, 53 equipamentos foram furtados em um intervalo de apenas 18 dias.
A ação dos suspeitos é descrita como discreta e rápida. Mesmo com os coletivos sendo monitorados 24 horas por dia por sistemas de quatro a cinco câmeras de segurança, os criminosos conseguem cortar os cabos e levar o material sem serem identificados.
A recorrência do crime tem causado um impacto direto na rotina de quem depende do transporte coletivo. Segundo as empresas, um ônibus não pode circular caso o elevador não esteja operacional, o que acaba reduzindo a frota disponível e prejudicando toda a operação.
Além do prejuízo financeiro — cada painel de controle custa, em média, R$ 800 — a motivação dos criminosos intriga as autoridades. Por se tratar de um equipamento com função única e específica, não há uma utilidade aparente para o objeto no mercado ilegal, o que torna a prática ainda mais incompreensível sob a ótica econômica.
Para os usuários, o impacto é social e humano. Para pessoas como a dona Elizabeth, de 75 anos, o funcionamento do elevador é essencial para garantir o seu direito de ir e vir, especialmente devido às dificuldades de locomoção.
Já Orlando, que utiliza cadeira de rodas, destaca que a falta do equipamento torna impossível o uso do ônibus com segurança e autonomia. "É um crime especialmente cruel", afirmam gestores das empresas, ressaltando que, mais do que o dano ao patrimônio, a ação retira a dignidade e a liberdade de quem mais precisa do serviço público.
Diante da gravidade da situação, a Polícia Civil informou, por meio de nota, que as investigações já foram iniciadas. Equipes da corporação estabeleceram contato com os representantes das empresas de transporte e já possuem imagens dos circuitos de segurança, que estão sendo analisadas minuciosamente para identificar e capturar os responsáveis pelos furtos.
Enquanto as investigações seguem, as empresas reforçam a importância de a população realizar denúncias, visando interromper uma prática que coloca em xeque a acessibilidade de milhares de passageiros na Grande Recife.
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