Jornalismo
O pior olhar da infância: eles viram as mães serem assassinadas
Muitas crianças, sobretudo as que ainda estão na Primeira Infância, têm testemunhado os feminicídios de suas genitoras em Pernambuco
Por Wagner Oliveira18 SET. - 16H28
Jornalismo - O pior olhar da infância: eles viram as mães serem assassinadas (Foto: )A dona de casa Rayane Priscila da Silva Cavalcanti tinha 34 anos quando foi assassinada a tiros pelo ex-companheiro, na Zona Norte do Recife, em fevereiro de 2025. O homem, que ainda não foi julgado pelo crime de feminicídio, não aceitava o fim do relacionamento. Rayane Priscila era mãe de oito filhos e foi morta diante dos olhos de seis deles. Duas das crianças que presenciaram a morte da mãe são filhos do autor dos disparos. O menino mais novo, que tinha seis anos na época do crime, ainda implorou pela vida da mãe. Somente nos oito primeiros meses deste ano, 50 mulheres perderam suas vidas em crimes de feminicídio em Pernambuco, segundo dados da Secretaria de Defesa Social (SDS).
Para essas crianças que viram suas mães serem assassinadas, muitas vezes pelo próprio pai, o crescimento e o desenvolvimento não são fáceis. É ainda mais complicado para aqueles órfãos que estão passando pela primeira infância. E nessa fase da vida, do zero aos seis anos, quando ocorrem o amadurecimento do cérebro, a aquisição dos movimentos, o desenvolvimento da capacidade de aprendizado e a iniciação social e afetiva. Coisas para as quais é fundamental o acompanhamento da figura materna e/ou paterna.
Especialistas afirmam que quanto melhores forem as experiências vividas pela criança na fase da primeira infância e quanto mais estímulos qualificados lhe forem apresentados, maiores serão as chances de desenvolvimento do seu potencial. Também é nessa etapa da vida do ser humano que é formada toda a estrutura emocional e afetiva e que se desenvolvem áreas fundamentais do cérebro relacionadas à personalidade, ao caráter e à capacidade de aprendizado. O direito à primeira infância é reconhecido como um direito humano fundamental pela Convenção Sobre os Direitos da Criança da ONU.
Para garantir que os municípios pernambucanos desenvolvam ações e atuem corretamente na implementação de políticas públicas voltadas às crianças de zero a seis anos, o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) adotou a primeira infância como uma das suas prioridades. “A defesa da primeira infância é o eixo transversal de nossa fiscalização. Por que transversal? Porque a vida de uma criança não é dividida em secretarias. Se a criança não tem saneamento, ela adoece. Se adoece, ela não aprende. Se não aprende, nós falhamos”, diz o presidente do TCE-PE, Carlos Neves.
Também preocupado com o futuro das crianças que perdem suas mães em crimes de feminicídio, o presidente do TCE-PE faz um alerta sobre os cuidados necessários com os órfãos do feminicídio. “A violência contra as mães sempre reflete diretamente sobre os filhos, e isso independe da idade que eles tenham. Quando as vítimas são crianças pequenas, que muito cedo terminam sendo testemunhas de tamanha crueldade, o impacto é ainda maior. É um trauma. Exige uma atuação diferenciada e presente da sociedade, especialmente do poder público", ressalta Neves.
É preciso que o poder público esteja preparado para ajudar essas crianças e as respectivas famílias depois da partida de suas mães de forma tão brutal. Também é necessário que a polícia prenda e que a Justiça condene homens que praticaram feminicídios. Assim como os filhos de Rayane viram a mãe ser assassinada, outras crianças viveram o mesmo trauma na Região Metropolitana do Recife (RMR). “Minha mãe está criando meus oito sobrinhos. A gente quer que o assassino seja preso. Queremos justiça. Até o meu sobrinho mais novo disse que quer ver o pai na cadeia, embora ele não se refira a ele como pai. Ele diz que não tem mais pai nem mãe”, revelou a irmã de Rayane, a autônoma Franciele Kerla Cavalcanti.
Em junho deste ano, Tamiry Mirelly Souza dos Santos, 21 anos, foi assassinada pelo companheiro, na frente dos dois filhos, um de três anos e outro de apenas três meses. O crime aconteceu na cidade de Jaboatão dos Guararapes e o suspeito foi preso. Ele matou Tamiry com dez tiros. A família da vítima conta que o acusado era muito ciumento e agressivo. No dia do crime, ele fez uma chamada de vídeo para uma irmã de Tamiry para mostrar a execução da companheira. Os dois meninos, que são filhos do assassino, presenciaram tudo. O feminicídio chocou os moradores do bairro de Santana.
A história de violência se repetiu também no mês de julho deste ano quando a cuidadora de idosos Gabriela da Silva Gomes, 29 anos, foi assassinada a facadas pelo companheiro. O crime aconteceu no bairro de Nova Descoberta, Zona Norte do Recife. Mais uma vez, os filhos da vítima presenciaram a mãe ser assassinada. Gabriela deixou quatro filhos, o mais novo com apenas três anos de idade. A mais velha, uma adolescente de 13 anos, também foi ferida pelo acusado ao tentar salvar a mãe. A garota mora com o pai na casa ao lado onde a mãe gritava por socorro. Ao sair para ajudar, acabou sendo ferida pelo criminoso que conseguiu fugir. A adolescente não foi ferida com gravidade.
Fogo Cruzado aponta frentes para reduzir a violência de gênero
As mortes de mulheres por feminicídio têm sido registradas com cada vez mais frequência no estado. Os números da Secretaria de Defesa Social mostram que 50 crimes foram registrados de janeiro a agosto deste ano. Enquanto as autoridades seguem tentando frear a violência que faz vários corpos chegarem ao Instituto de Medicina Legal (IML), o Instituto Fogo Cruzado, uma organização da sociedade civil, também está atento ao problema. Para a cientista social e coordenadora regional do Fogo Cruzado em Pernambuco, Ana Maria Franca, as estratégias de proteção da população, sobretudo no caso da violência contra a mulher, não devem ser pensadas isoladamente.

“As ações devem ser previstas de forma articulada, sobretudo porque a violência contra a mulher se configura em um ciclo, terminando muitas vezes no feminicídio. Então, é preciso pensar em ações de prevenção e fortalecimento das redes de cuidado e denúncia, de modo que as mulheres se sintam fortalecidas para denunciar, protegidas após a denúncia, tenham apoio para reestruturar suas vidas e, por fim, haja rigor na responsabilização dos autores”, pondera Ana Franca. Ela fala ainda sobre o que pode ser apontado como causador dessa violência contra as mulheres.
“São diversos fatores. Um deles é o de ordem sociocultural, pois o patriarcado sustenta a ideia coletiva de que as mulheres são inferiores aos homens e, portanto, propriedade privada deles. E, apesar dos ganhos em termos jurídicos, com a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, por exemplo, que preveem a tipificação e a devida punição para os crimes de violência doméstica, ainda temos falhas no processo de responsabilização e prevenção. Prova disso é que muitas mulheres vítimas de feminicídio tinham medidas protetivas ativas contra seus agressores e, mesmo assim, não receberam a devida proteção do Estado”, aponta.
O Fogo Cruzado também fala sobre o lado cruel do feminicídio: seus órfãos. Ana Maria Franca ressalta a importância das crianças que viveram essa situação passarem por acompanhamento. “Esse é um dos lados mais trágicos do feminicídio. Mais grave ainda que a perda é o fato de que muitos filhos e filhas presenciam a morte de suas mães de forma brutal. Isso deixa consequências psíquicas difíceis de reverter. Por isso, uma rede de proteção deveria ser acionada nesses casos, privilegiando o acompanhamento psicológico dessas crianças”, destaca Ana.
A cientista social e analista de dados do Instituto Fogo Cruzado, Lara Pirro, também fala dos cuidados que devem ser tomados com os filhos que presenciam os assassinatos das mães. “Quando uma criança ou adolescente presencia qualquer tipo de violência de gênero contra sua mãe ou mulher responsável, essa criança ou adolescente também é uma vítima indireta desse tipo de violência. Por isso, é importante que as campanhas, redes de proteção e assistência também cheguem nesses jovens e, nesse cenário, as escolas são muito estratégicas. ”, opina Lara.
Ela também faz um alerta para que o crime de feminicídio seja freado. “O feminicídio é o estágio final de um ciclo progressivo de violência de gênero, marcado por abusos psicológicos, físicos, sexuais e econômicos. Por isso, na maioria das vezes, é um crime previsível e evitável, já que existem violações que o antecedem. É fundamental garantir rigor na execução das medidas protetivas, especializar profissionais das delegacias, fortalecer as redes de assistência e promover políticas de renda e moradia. Uma mulher bem assistida, fortalecida e orientada tem mais condições de romper o ciclo da violência”, destaca Lara Pirro.
Pensões e auxílios ajudam na criação dos órfãos do feminicídio
Para ajudar na criação dos oito netos dos quais tem a guarda, a mãe de Rayane Priscila, a dona de casa Rosângela da Silva Cavalcanti, recebe uma pensão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O benefício foi concedido pelo Governo Federal no ano de 2023 ao responsável pelas crianças e adolescentes que tiveram suas mães mortas em crimes de feminicídio. O valor de pensão é de um salário mínimo, independentemente da quantidade de filhos que a vítima deixou. São beneficiados os filhos menores de 18 anos cuja renda familiar per capita seja igual ou inferior a um quarto do salário mínimo.
“A filha mais velha que minha irmã deixou hoje está com 21 anos e é autista. Ela também viu a mãe ser assassinada. O menino mais novo foi com a gente para a última audiência do caso porque ele acreditava que iria ver o pai sair de lá preso, o que não aconteceu. Todos os meus sobrinhos estão morando com a minha mãe e eu moro em cima da casa dela. O pagamento dessa pensão ajuda para comprar as coisas para eles, mas esse mês o dinheiro nem entrou na conta ainda. Estamos tentando descobrir o que aconteceu”, relata Franciele Kerla.
No Grande Recife, além da pensão paga pelo INSS, os filhos e filhas de vítimas de feminicídios que sejam crianças e adolescentes também podem contar com auxílios municipais em pelo menos duas cidades. É que tanto a Prefeitura do Recife como a Prefeitura de Olinda criaram leis municipais para conceder um benefício para os órfãos do feminicídio. Diferentemente do pagamento federal, os auxílios municipais Cria Recife e Olinda Acolhe não são no valor de um salário mínimo, são menores. E, em Olinda, por exemplo, varia de acordo com a quantidade de filhos que a vítima deixou.
Para ajudar essas famílias a terem seus direitos garantidos, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio do Núcleo de Apoio às Vítimas (NAV), instituiu o Projeto Promotoria de Justiça de Portas Abertas às Vítimas. O projeto alcançou a marca de acompanhamento de 100% dos casos de feminicídio tentado e consumado no estado, por meio da busca ativa de vítimas sobreviventes e de familiares de vítimas fatais. As diligências englobam busca ativa, acolhimento humanizado, articulação da rede de proteção, além de orientação jurídica e encaminhamento para a rede de assistência social, saúde e educação.
Em janeiro de 2002, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) instituiu a Política Estadual de Proteção e Atenção Integral aos Órfãos e Órfãs do Feminicídio. Essa política tem o objetivo de garantir proteção integral e o direito das crianças e adolescentes de viverem sem violência, preservando sua saúde física e mental. A Lei determina ainda que seja de prioridade absoluta o atendimento especializado e por equipe multidisciplinar dos órfãos e órfãs do feminicídio e representantes legais, entre outras coisas.
Caso Maristela Just foi emblemático em Pernambuco
Quando tinha dois anos de vida, Zaldo Just Neto viu a mãe, Maristela Just, 25 anos, ser assassinada a tiros pelo pai dele e ex-marido dela, José Ramos Lopes Neto. O homem não aceitava o fim do casamento. O crime aconteceu na casa dos pais de Maristela, em Piedade, Jaboatão dos Guararapes, em abril de 1989.

Além de assassinar a ex-mulher, José Ramos atirou também no irmão dela, Ulisses Just, que tentou socorrer a irmã, e disparou ainda contra os próprios filhos, Natália, 4 anos, e Zaldo. Todos estavam dentro de um quarto quando José Ramos sacou a arma e começou a efetuar os disparos. Maristela foi atingida por três tiros e morreu na hora.
O casal já estava separado havia um tempo, mas José Ramos foi até a casa do ex-sogro quando voltava do médico com as crianças e com Maristela e pediu para conversar na tentativa de reatar o casamento. Foi quando começou a atirar. José foi preso em flagrante, mas foi solto pouco tempo depois do crime. Somente em 2010, ele foi julgado e condenado a 79 anos de prisão.
Apesar da condenação, José Ramos estava solto desde a década de 1990. Não compareceu ao fórum e foi julgado à revelia. A prisão só aconteceu dois anos depois, em 2012, quando era considerado foragido. Ele foi preso pela equipe do delegado Cláudio Castro, então titular do Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil (GOE), na Zona Norte do Recife.
Zaldo lançou recentemente o livro Além das Cicatrizes. A publicação traz relatos e todas as informações relativas ao caso Maristela Just. Zaldo fala desde o casamento da mãe com José Ramos até os dias atuais, passando por uma infância traumática e sua atenção ao tema feminicídio. O material foi editado pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe).
“No livro eu abordo desde questões de antes da separação da minha mãe, passando pelo assassinato, pelos meus desafios médicos na infância. Trago situações de bullying que enfrentei, toda a impunidade processual, fotos do processo e inúmeras situações vividas em família naquele período. Falo também do Centro Maristela Just, que homenageia minha mãe”, conta Zaldo.
Na época, o crime teve muita repercussão na imprensa e foi destaque nos principais jornais e telejornais do estado por vários dias. Zaldo, que foi baleado na cabeça, carrega até hoje sequelas em seu corpo. Natália foi atingida no ombro e perdeu parte dos movimentos de alguns dedos das mãos. Já o tio das crianças, irmão de Maristela, foi baleado no peito mas sobreviveu.
Acompanhamento psicológico é fundamental para as crianças
Cenas de violência e agressões contra suas mães deixam as crianças e adolescentes abalados psicologicamente. Não é saudável para nenhum ser humano crescer e/ou viver em ambientes repletos de brigas. Pior ainda quando a situação chega ao cenário trágico do feminicídio. Presenciar a morte da própria mãe é uma das experiências mais devastadoras e traumáticas que um filho pode enfrentar, independentemente da idade. Na primeira infância, esse trauma é ainda maior por ser a fase na qual a criança está em desenvolvimento.
Especialistas em psicologia defendem que situações como essas exigem uma intervenção profissional especializada imediata para que sejam evitados transtornos graves. Quem passa por um episódio como esse, testemunhando a morte da mãe, enfrenta uma combinação de dor profunda do luto com o choque de um acontecimento traumático.
O psicólogo Spencer Hartmann Junior, que também é professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco, ressalta que crianças que presenciam um feminicídio podem ser atingidas por um trauma psicológico profundo. “O medo permanece mesmo depois que o perigo desaparece. Podem surgir pesadelos, alterações de sono, ansiedade, irritabilidade, dificuldade de concentração, regressão de comportamentos, problemas escolares e, em alguns casos, desenvolve-se transtorno de estresse pós-traumático. Mas existe uma dimensão ainda mais dolorosa. Se o autor do feminicídio foi o pai ou alguém próximo da família, a criança pode experimentar uma espécie de ruptura do próprio universo afetivo”, alerta Spencer.
O especialista destaca ainda que essas crianças podem carregar também uma pergunta silenciosa: eu poderia ter feito algo para salvar a minha mãe? “Além disso, é preciso compreender que essa criança não é apenas testemunha de um crime. Ela também foi diretamente atingida pela violência. Mas, nem toda criança desenvolverá um transtorno. O que acontece depois é decisivo. Proteção, estabilidade, presença de um cuidador confiável e acompanhamento especializado podem modificar profundamente o percurso dessa criança. Depois que a mãe é assassinada, existe uma segunda emergência que deve ser levada em consideração que é salvar psicologicamente a criança que ficou”, ressalta Spencer.
Após passarem por uma situação extrema de violência, as crianças devem iniciar um tratamento imediatamente. “A primeira intervenção é fazê-la não falar sobre o acontecimento e, sim, protegê-la. O tratamento deve respeitar a maturidade, a capacidade de compreensão, o tempo psíquico e a leitura da singularidade de cada criança. Também é importante avaliar a necessidade de acompanhamento psiquiátrico quando houver sintomas graves, persistentes e incapacitantes. O cuidado não termina no consultório. Escola, família, assistência social, serviços de saúde e sistema de proteção precisam atuar conjuntamente”, aponta o psicólogo.
A ajuda de um profissional de psicologia pode ser encontrada de forma gratuita nos serviços de saúde oferecidos pelo poder público e também em consultórios particulares, para aqueles que têm condições de pagar pelas consultas. Além dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), existem as clínicas-escola que funcionam em universidades que possuem curso de psicologia. Algumas oferecem atendimento psicoterapêutico gratuito ou a preços populares para a comunidade.
SDS indica redução nos assassinatos de mulheres
Em todo ano de 2025, 88 mulheres perderam suas vidas pelas mãos de homens em Pernambuco. Em média, uma mulher foi assassinada a cada quatro dias no estado, no ano passado. Os crimes de feminicídio têm sido cada vez mais brutais. Este ano, os números da Gerência Geral de Análise Criminal e Estatística (GGace) da Secretaria de Defesa Social (SDS) indicam que houve uma redução nos crimes de feminicídio.
De janeiro a agosto do ano passado foram registrados 63 crimes dessa modalidade no estado. Ainda de acordo com a SDS, no mesmo período deste ano, foram anotados 50 crimes de feminicídio, o que mostra uma redução de 20,6%. Também de acordo com as estatísticas da secretaria, de todas as mortes de mulheres por questão de gênero ocorridas este ano, a faixa de resolubilidade foi de 96%.

Para acolher as vítimas e investigar os crimes, Pernambuco conta atualmente com nove Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM) funcionando em regime de plantão 24 horas. Elas estão localizadas no Recife, em Prazeres, em Olinda, em Paulista, no Cabo de Santo Agostinho, em Caruaru, em Garanhuns, em Arcoverde e em Petrolina. Há também Delegacias da Mulher em Surubim, em Goiana, em Vitória de Santo Antão, em Salgueiro, em Afogados da Ingazeira e em Palmares. Essas funcionam em horário administrativo.
A Polícia Militar também trabalha para combater a violência contra a mulher. De acordo com a SDS, até o dia 15 de setembro deste ano a Patrulha Maria da Penha acompanhou 13.790 mulheres com Medidas Protetivas de Urgência, somando 31.198 diligências realizadas. As equipes da Patrulha são compostas por um efetivo especializado que faz visitas domiciliares, orientações e encaminhamentos.
Para denunciar agressões e crimes praticados contra mulheres, as vítimas, parentes, amigos e vizinhos podem passar informações e fazer denúncias sem serem identificados. Em casos de emergência, a orientação é ligar para o 190. Para denúncias anônimas, além da plataforma 197, a SDS disponibiliza os telefones 181 ou 0800.081.5001. Também é possível registrar denúncias pelos sites www.denunciainterativa.sds.pe.gov.br e www.portaisgoverno.pe.gov.br/web/ouvidoria?/fale-conosco.
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