Jornalismo
Nova nomenclatura da síndrome dos ovários policísticos alerta para riscos metabólicos
Mudança de nomenclatura reforça impactos da doença no metabolismo, fertilidade e risco de diabetes
Por Yasmin Santos15 MAI - 17H04
Jornalismo - Nova nomenclatura da síndrome dos ovários policísticos alerta para riscos metabólicos (Foto: Créditos: Foto/Divulgação Feed TV)A antiga síndrome dos ovários policísticos (SOP) ganhou uma nova abordagem médica e passou a ser chamada de síndrome metabólica ovariana poliendócrina. A mudança, debatida por entidades médicas internacionais, tem como objetivo mostrar que o problema vai muito além dos ovários e pode trazer impactos importantes para o metabolismo, hormônios e até para o coração das pacientes.
Em entrevista, o ginecologista Dr. Jardel Soares explicou que a alteração da nomenclatura ajuda a ampliar o olhar sobre a doença. Segundo ele, antes o foco ficava apenas nos ovários, mas hoje já se sabe que a condição envolve também alterações endocrinológicas e metabólicas.
“A doença vai muito além da ginecologia. Ela afeta metabolismo, fertilidade e pode trazer repercussões importantes para a saúde da mulher”, destacou o especialista.
A endocrinologista Dra. Juliana Maia reforçou que a síndrome está diretamente ligada à resistência à insulina, excesso de peso e aumento da gordura abdominal, fatores que elevam o risco de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro.
Entre os principais sintomas estão ausência ou irregularidade menstrual, dificuldade para engravidar, ganho de peso, aumento de pelos no corpo, acne, queda de cabelo e manchas escuras na pele, principalmente no pescoço e axilas.
Dr. Jardel alerta que muitas mulheres demoram a procurar ajuda médica porque associam os sintomas apenas à estética ou ao ciclo menstrual irregular. “Quando a mulher apresenta dificuldade para menstruar, não consegue perder peso ou tem alterações hormonais, isso já é um sinal de alerta”, explicou.
Os especialistas destacam que o tratamento precisa ir além do controle dos cistos ovarianos. A proposta agora é tratar a base metabólica da doença, reduzindo riscos futuros relacionados ao diabetes e problemas cardiovasculares.
A mudança no nome da síndrome foi definida após discussões envolvendo dezenas de entidades médicas internacionais, além de profissionais da saúde e pacientes.
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