Jornalismo
Nova geração do brega celebra símbolos da cultura popular pernambucana
Priscila Senna, Neiff e Raphaela Santos cumpriram com o objetivo de "honrar" legados
Por Abel Santos23 FEV - 17H27
Jornalismo - Nova geração do brega celebra símbolos da cultura popular pernambucana (Foto: Reprodução/Redes Sociais)Nas últimas semanas, durante o Carnaval, artistas do brega e do brega-funk chamaram atenção nas redes sociais ao homenagear símbolos da cultura popular pernambucana, como o frevo, o caboclinho, o maracatu e as la ursas.
Para o público, essas referências são vistas como legítimas. Trata-se de uma nova geração que reverencia a musicalidade e a estética das manifestações culturais do Agreste à capital pernambucana, conectando tradição e contemporaneidade nos palcos e nas plataformas digitais.
A musa pernambucana Priscila Senna, em sua maratona de shows, fez questão de levar aos trios e palcos um repertório que transitou entre o brega romântico e clássicos da folia, como “Frevo Mulher”, de Zé Ramalho, e “Voltei, Recife”, eternizada na voz de Luiz Bandeira. Os figurinos, assinados pelo estilista Luis Plinio, trouxeram elementos inspirados nas passistas de frevo, no maracatu e nas cores da bandeira de Pernambuco. “Este look celebra a força, a cor e a grandiosidade do Carnaval pernambucano”, destacou a artista, que também participou da abertura do Carnaval do Recife, em homenagem ao Galo da Madrugada.

Já Anderson Neiff, um dos nomes populares do brega-funk, lançou o clipe “Tá Calor Lá Fora”, trazendo referências ao movimento Manguebeat, com guitarras que remetem ao som de Chico Science. A estética também valorizou o maracatu rural, com a presença de caboclos de lança em uma quadra de comunidade no Recife. Sombrinhas de frevo completaram a cenografia do vídeo, que já ultrapassa 1,6 milhão de visualizações.

Ao som de “Anunciação”, de Alceu Valença, um dos grandes ícones da festa, a cantora Raphaela Santos subiu ao palco do Marco Zero na sexta-feira de folia. Conhecida como A Favorita, ela dividiu o momento com o filho, empolgando o público. O figurino escolhido remetia ao universo das máscaras e caricaturas que marcam o Carnaval brasileiro.

Do repertório à estética, esses artistas demonstram reconhecimento por aqueles que ajudaram a construir a história musical do estado. Mais do que tendência, trata-se de um gesto de respeito aos legados que moldaram a identidade cultural pernambucana.
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