Jornalismo
Nikolas Ferreira chama Vorcaro de 'lindão' e pede ajuda com minério
Deputado intermediou conversa entre ex-assessor e banqueiro do Master para liberar ativo minerário
Por Redação03 SET. - 11H12
Jornalismo - Nikolas Ferreira chama Vorcaro de 'lindão' e pede ajuda com minério (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que ajudasse seu advogado e ex-assessor, Thiago Rodrigues de Faria, a liberar "um ativo de minério". A informação é de uma apuração exclusiva da repórter Juliana Dal Piva, do ICL Notícias, que teve acesso a um áudio enviado pelo parlamentar ao banqueiro em 30 de março de 2025.
Na mensagem, Nikolas chama Vorcaro de "Dani" e "lindão" e diz que quer ter mais proximidade com ele. "Não conheço o Dani, enfim, não tenho a proximidade assim, até mesmo a que eu queria ter, enfim, de conversar e trocar ideia, mas eu o conheço", afirma no áudio. O deputado diz que o assessor tinha um ativo minerário pendente e se ofereceu para dar um toque ao banqueiro.
Vorcaro respondeu minutos depois com um áudio de visualização única. Na sequência, Nikolas agradeceu e enviou o contato de Thiago. O banqueiro então respondeu: "Amém irmão. Estamos na guerra juntos". No dia seguinte, Nikolas avisou que Thiago estaria em Brasília disponível, e Vorcaro respondeu: "Deixa comigo". Pelo conjunto de mensagens, não é possível saber se o banqueiro atendeu ao pedido.

Pediu desculpas - No áudio, Nikolas também se desculpou com Vorcaro por postagens que haviam gerado críticas do banqueiro em abril de 2024, quando o deputado criticou um evento financiado pelo Master em Londres com a presença de ministros do STJ, STF e TSE. "Troquei ideia lá com o Pastor Valadão naquela época, lá naquela postagem, eu falei: 'Pastor, eu não fazia ideia que era este o Banco do Dani'", diz o parlamentar.
O ex-assessor de Nikolas, Thiago Rodrigues de Faria, teve o nome exposto na Operação Rejeito, deflagrada pela Polícia Federal em setembro de 2025, que investiga um esquema de extração ilegal de minério de ferro na Serra do Curral, em Nova Lima (MG). Segundo o jornal O Estado de Minas, Faria atuou como intermediário em uma negociação envolvendo uma lavra de minério e empresas investigadas. Procurado pela reportagem, Faria disse que as perguntas eram "nada a ver" e que enviou o ativo minerário "pra todo mundo".
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