Jornalismo
Mulheres vítimas de violência agora podem solicitar medida protetiva pela internet em Pernambuco
Ferramenta lançada pelo TJPE permite pedido online, direto do celular ou computador, sem necessidade de sair de casa
Por Rebecca Lilith22 JUL - 11H57
Jornalismo - Mulheres vítimas de violência agora podem solicitar medida protetiva pela internet em Pernambuco (Foto: TJPE )O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) lançou, nesta segunda-feira (21), a Medida Protetiva Eletrônica, plataforma digital que permite a mulheres vítimas de violência doméstica solicitarem proteção judicial de forma rápida, sigilosa e sem sair de casa. O pedido pode ser feito pelo celular ou computador, diretamente no site do TJPE.
A nova ferramenta, desenvolvida em parceria com o Tribunal de Justiça do Maranhão, tem como objetivo agilizar o acesso à Medida Protetiva de Urgência (MPU). Após o preenchimento do formulário online, a solicitação é encaminhada imediatamente a um magistrado, possibilitando resposta mais rápida da Justiça.
Inicialmente, a plataforma atenderá apenas mulheres residentes no Recife. A partir de 1º de agosto, o serviço será expandido para todo o estado.
Segundo o presidente do TJPE, desembargador Ricardo Paes Barreto, a digitalização representa um avanço no enfrentamento à violência doméstica, ao eliminar etapas burocráticas e garantir mais agilidade: “Agora, em pouco mais de um minuto, a mulher já pode ter sua medida protetiva deferida. Tempo, nesse contexto, é crucial”.
A medida também é vista como uma forma de incentivar mais denúncias. Para a coordenadora da Mulher do TJPE, desembargadora Daisy Andrade, a iniciativa oferece mais segurança para quem tem medo de procurar ajuda: “Essa é mais uma porta aberta para que a mulher se sinta protegida e encorajada a romper o silêncio”.
Durante o preenchimento, a vítima pode indicar um número de telefone para receber atualizações do processo, como a concessão da medida ou a intimação do agressor podendo ser o número de uma terceira pessoa, por questão de segurança.
A expectativa do tribunal é cumprir o prazo legal da Lei Maria da Penha, que determina a análise da medida em até 48 horas.
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