Jornalismo
MPF denuncia 10 suspeitos de integrar organização criminosa que fraudou concurso da Polícia Federal
O grupo era responsável por captar candidatos, infiltrar pessoas para fotografar as provas em tempo real e enviar as imagens a especialistas, que então elaboravam e distribuíam os gabaritos
Por Abel Santos30 ABR - 15H24
Jornalismo - MPF denuncia 10 suspeitos de integrar organização criminosa que fraudou concurso da Polícia Federal (Foto: Reprodução/Redes Sociais)O Ministério Público Federal (MPF) apresentou a primeira denúncia decorrente das operações Última Fase e Concorrência Simulada, que investigam um sofisticado esquema de fraudes em concursos públicos. A ação penal foca em irregularidades identificadas no certame da Polícia Federal de 2025 e envolve dez pessoas, apontadas como membros ou colaboradores de uma organização criminosa que atuava de forma coordenada nos estados de Pernambuco, Paraíba e Alagoas.
De acordo com as investigações, o grupo era estruturado em núcleos operacionais responsáveis por captar candidatos, infiltrar pessoas para fotografar as provas em tempo real e enviar as imagens a especialistas, que então elaboravam e distribuíam os gabaritos aos beneficiários.
No caso específico do concurso para o cargo de delegado da PF, realizado em julho de 2025, o MPF identificou que um dos denunciados foi diretamente beneficiado pelo esquema devido aos seus vínculos com o núcleo criminoso. A investigação revelou uma lógica comercial por trás da fraude: o controle financeiro era rigoroso e os valores cobrados eram calculados com base no salário inicial do cargo pretendido, podendo ultrapassar a cifra de R$ 280 mil por candidato.
Provas colhidas, como movimentações financeiras atípicas e trocas de mensagens, fundamentam as acusações que incluem crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção, falsidade documental e fraude em certame de interesse público.
Além da denúncia, o MPF solicitou a revogação dos benefícios de colaboração premiada de dois dos envolvidos. Segundo o órgão, ambos descumpriram os termos do acordo ao omitirem informações cruciais e continuarem exercendo atividades ilícitas mesmo após a assinatura da delação.
Com a violação, o Ministério Público busca a aplicação integral das penalidades previstas em lei, além do ressarcimento ao erário pelos danos causados. Os dez denunciados agora respondem judicialmente por suas funções na estrutura, que abrangiam desde a gestão financeira e intermediação até a execução técnica da extração das imagens das provas.
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