Jornalismo
Motociclista por aplicativo é assaltado e agredido na véspera de Natal enquanto trabalhava para sustentar a família
Trabalhador de 34 anos foi atraído para uma área da Zona Norte do Recife, teve moto e celular roubados e sofreu agressões; é a terceira vez que ele é vítima de crime em três anos de profissão
Por Yasmin Santos24 DEZ - 15H13
Jornalismo - Motociclista por aplicativo é assaltado e agredido na véspera de Natal enquanto trabalhava para sustentar a família (Foto: Reprodução)Um motociclista por aplicativo de 34 anos viveu momentos de terror na madrugada desta véspera de Natal, no Recife. Enquanto trabalhava para complementar a ceia da família, da esposa e dos quatro filhos pequenos, ele foi vítima de um assalto violento na Ladeira do Campo do Café, na Linha do Tiro, Zona Norte da capital. Além de ter a moto e o celular comprado recentemente em parcelas para poder trabalhar, levados pelos criminosos, o trabalhador também foi brutalmente agredido com coronhadas na cabeça.
De acordo com o relato, a corrida foi solicitada por volta das 3h da manhã por uma mulher, o que transmitiu uma falsa sensação de segurança. Ao chegar ao local indicado, a passageira pediu que ele subisse a ladeira. No topo, o motociclista foi surpreendido por três homens, um deles armado. Os criminosos anunciaram o assalto, desligaram a moto e desferiram golpes na cabeça da vítima antes de fugir levando o veículo, o celular e o dinheiro que ele havia conseguido durante o dia.
Mesmo ferido e ensanguentado, o trabalhador conseguiu pedir ajuda em um estabelecimento próximo. Inicialmente, o comerciante pensou se tratar de outro assalto, mas ao perceber a situação, acolheu a vítima, prestou auxílio e a levou para casa. Abalado, o motociclista relatou que, no momento da agressão, só conseguia pensar nos filhos, na esposa e na mãe.
Há cerca de três anos atuando como motociclista por aplicativo, o trabalhador ganha em média R$ 150 por dia e já foi assaltado três vezes no exercício da profissão, duas delas apenas entre 2024 e 2025. Segundo ele, o local do crime não aparecia como área de risco no aplicativo, o que reforça o alerta sobre a vulnerabilidade enfrentada diariamente por profissionais do setor.
Sem moto e sem celular, ele agora não sabe como irá trabalhar nem como irá reorganizar as contas da casa. Além do prejuízo financeiro, a violência comprometeu diretamente o Natal da família, transformando o que deveria ser um momento de celebração em dor, medo e incerteza.
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