Jornalismo
Ministério da Saúde lança aplicativo para atender pessoas viciadas em apostas
Ferramenta no Meu SUS Digital espera realizar 100 mil atendimentos mensais; serviço também acolhe familiares
Por Redação com informações do R704 AGO. - 12H35
Jornalismo - Ministério da Saúde lança aplicativo para atender pessoas viciadas em apostas (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)O Ministério da Saúde lançou, nesta terça-feira (4), um aplicativo para atender remotamente pessoas viciadas em jogos e apostas, condição conhecida como ludopatia. A ferramenta, apresentada pelo ministro Alexandre Padilha, está disponível no Meu SUS Digital, em parceria com o Ministério da Fazenda e a AgSUS.
A expectativa é realizar até 100 mil atendimentos por mês, um salto significativo em relação às 600 consultas mensais ofertadas anteriormente. O serviço oferece orientação e acompanhamento profissional, funcionando como porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Também há espaço para familiares de dependentes receberem apoio.
Perfil dos buscadores - Levantamento preliminar da pasta aponta que 50,1% dos que buscaram ajuda foram mulheres, embora os homens sejam a maioria entre os viciados. Cerca de 47% dos atendidos recebem de 1 a 3 salários mínimos, e a faixa etária mais afetada é de 30 a 34 anos (27%). O aplicativo também dá acesso à plataforma de autoexclusão, que já recebeu 1 milhão de solicitações – 35% delas motivadas por perda de controle sobre o jogo.
Entre os fatores de risco estão a exposição precoce, a facilidade de acesso, a busca de alívio emocional e o histórico de transtornos mentais.
Como acessar - Para usar o serviço, o usuário deve acessar o Meu SUS Digital com a conta gov.br, clicar em "miniapps" e selecionar a opção para saúde mental em apostas. Após responder a um autoteste, é direcionado à plataforma AgSUS. O paciente deve aceitar o Termo de Uso, preencher um formulário e escolher o contato preferencial.
O sistema gera um número de acompanhamento e envia a confirmação do atendimento, com link para videochamada, orientações e lembretes. As consultas têm 50 minutos, uma vez por semana, com até dez sessões seguidas de reavaliação.
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