Jornalismo
Metrô do Recife: um sistema essencial, porém abandonado e sucateado
Nessa quarta (17), usuário tiveram que andar novamente sobre os trilhos após problemas técnicos
Por Jackson Rafi18 DEZ - 14H17
Jornalismo - Metrô do Recife: um sistema essencial, porém abandonado e sucateado (Foto: )O Metrô do Recife voltou a enfrentar problemas técnicos nessa quarta-feira (17), quando uma falha elétrica interrompeu a circulação da Linha Centro e obrigou os passageiros a deixarem os vagões e seguirem a pé pelos trilhos. Segundo a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), um curto-circuito na rede aérea do sistema provocou o desligamento de energia comprometendo o funcionamento do sistema e o fechamento de todas as 19 estações do ramal.
Imagens registradas por usuários mostram diversos passageiros andando sobre os trilhos e tentando acessar as plataformas sem apoio adequado e segurança. A situação ocorre um dia após o anúncio do acordo de cooperação técnica entre o Governo Federal e o Governo de Pernambuco, que prevê a estadualização do metrô e abre caminho para uma futura concessão à iniciativa privada.
Atualmente, cerca de 160 mil pessoas utilizam diariamente o metrô do Recife, que conta com 71 quilômetros de trilhos, cinco linhas e 37 estações espalhadas pela Região Metropolitana. Apesar da importância do sistema para a mobilidade urbana, os usuários convivem com problemas recorrentes, como superlotação, falta de climatização nos vagões, atrasos e estrutura precária.
Na estação Joana Bezerra, localizada na área central do Recife, a entrada apresenta pichações, corredores que dão acesso às plataformas apresentam danos estruturais e forte odor de urina. Painéis digitais que deveriam informar o tempo de chegada dos trens e os destinos estão inoperantes. Dentro dos vagões, o desconforto é constante, especialmente nos horários de pico, quando a superlotação e o calor se intensificam.
“A gente fica aqui parecendo que vai cozinhar dentro do metrô”, comentou um passageiro a TV Guararapes Record
Desde 2024 o metrô do Recife não funciona aos domingos devido a obras de manutenção corretiva nas linhas Centro e Sul, segundo a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). Neste ano, no dia 25 de outubro, um vagão pegou fogo próximo à estação Alto do Céu, no ramal Camaragibe. Já no início de novembro, os metroviários decretaram greve, cobrando melhorias estruturais e condições adequadas de trabalho.
Dia a dia usuários sentem a precarização de um sistema abandonado, sucateado e que não atende às suas necessidades. Com o acordo de cooperação técnica assinado pelo presidente Lula junto à governadora Raquel Lyra, um estudo para a concessão do sistema de transporte à iniciativa privada é viabilizado. No entanto, até que as mudanças se concretizem, os desafios permanecem. Quantas vezes mais os usuários precisarão andar sobre os trilhos?
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