Jornalismo
Menina de 4 anos da zona rural de Caruaru sonha em ser policial rodoviária federal
Mesmo com pouca idade, Giovana demonstra determinação e encontra apoio para acreditar no futuro
Por Yasmin Santos07 JAN - 15H30
Jornalismo - Menina de 4 anos da zona rural de Caruaru sonha em ser policial rodoviária federal (Foto: Reprodução)Em meio à tranquilidade da zona rural de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, uma história de sonho, coragem e superação tem chamado a atenção. No sítio Dois Riachos, a pequena Giovana, de apenas 4 anos, já sabe o que quer ser quando crescer: policial rodoviária federal. O desejo surgiu cedo e, desde os 3 anos de idade, a menina fala com convicção sobre a profissão que admira.
Conhecida carinhosamente pela família como “a Federal”, Giovana costuma esperar na porta de casa vestida com as cores da farda da PRF. Mesmo tímida diante das câmeras, ela não hesita ao falar do sonho. Segundo a mãe, a escolha surgiu de forma espontânea, sem influência direta da família, o que tornou tudo ainda mais surpreendente e emocionante.
O incentivo ganhou ainda mais significado após um momento delicado vivido pela família. O pai de Giovana morreu em um acidente de trânsito na BR-232, em Bezerros, enquanto tentava proteger o filho mais novo. Diante da perda, a mãe se desdobrou para oferecer apoio emocional aos filhos e manter viva a esperança dentro de casa.
Foi nesse contexto que Giovana teve um encontro marcante na sede da Polícia Rodoviária Federal, a poucos quilômetros de onde mora. A visita foi articulada após o pai comentar sobre o sonho da filha, antes de falecer. Sensibilizada com a história, a policial rodoviária federal Elissa Urquisa recebeu a menina, apresentou o posto, explicou a rotina da profissão e proporcionou uma experiência que ficou gravada na memória de todos.
Durante a visita, Giovana entrou na viatura, acionou a sirene e fez perguntas sobre a escala de trabalho e as funções da PRF, demonstrando interesse genuíno pela carreira. Para a policial, o momento representou mais do que um gesto de carinho: foi uma forma de incentivar meninas a acreditarem que também podem ocupar espaços historicamente masculinos.
Enquanto o sonho ainda é futuro, Giovana segue treinando no presente. Com confiança, postura e alegria, ela já ensaia abordagens e aprende, dia após dia, que fé, paciência e apoio são combustíveis essenciais para quem sonha alto, mesmo começando pequeno.
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