Jornalismo
Mais de 280 casos de incêndios em residências já foram registrados em Pernambuco em 2026
Casos crescem 30% em Pernambuco e acendem alerta para prevenção e seguro
Por Jackson Rafi28 ABR - 07H41
Jornalismo - Mais de 280 casos de incêndios em residências já foram registrados em Pernambuco em 2026 (Foto: )Desde janeiro de 2026 já foram registrados 284 casos de incêndios em casas e apartamentos no estado de Pernambuco, segundo dados do Corpo de Bombeiros. Só no Recife, nos três primeiros meses do ano, ocorreram 49 incêndios em residências e outros 23 em estabelecimentos comerciais, um crescimento de cerca de 30% em relação ao mesmo período do ano passado.
No bairro de Santana, na Zona Norte do Recife, um incêndio resultou na morte de um adolescente, um homem e três cães, além de destruir completamente o imóvel. Já na Torre, na Zona Oeste, o fogo que começou na cozinha de um restaurante deixou dois funcionários feridos e causou prejuízos significativos.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, as principais causas desses incêndios estão ligadas a falhas elétricas, sobrecarga na rede, problemas estruturais e falta de manutenção em equipamentos. O uso intensivo de eletrodomésticos, especialmente em períodos de altas temperaturas, também contribui para o risco.
Outro ponto crítico é o descuido com itens básicos de segurança, como mangueiras e válvulas de gás fora da validade, que continuam sendo uma das principais origens de ocorrências atendidas pela corporação.
Diante desse cenário, cresce a procura por seguros residenciais no estado. A modalidade permite proteção contra danos causados por incêndios, curtos-circuitos e até prejuízos a imóveis vizinhos, por meio da cobertura de responsabilidade civil.
Especialistas também fazem um alerta sobre a diferença entre o seguro do condomínio e o residencial. O primeiro é obrigatório e deve ser contratado pelo síndico para proteger a estrutura do prédio. Já o seguro residencial é opcional e cobre o interior das unidades e os bens dos moradores.
Apesar da obrigatoriedade, muitos condomínios ainda não possuem seguro ativo, o que pode gerar responsabilidade direta para o síndico em caso de sinistro.
Moradora do bairro da Várzea, na Zona Oeste do Recife, Dona Lúcia decidiu contratar um seguro para proteger seu único imóvel. Ela afirma que a decisão veio após acompanhar casos frequentes de acidentes domésticos, especialmente envolvendo aparelhos de ar-condicionado.
Confira a reportagem:
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