Jornalismo
Macaco de lábios alaranjados é reconhecido como nova espécie
Primata originário da República Democrática do Congo é a quinta espécie de macaco descoberta na África nos últimos 75 anos
Por Redação17 JUL. - 08H59
Jornalismo - Macaco de lábios alaranjados é reconhecido como nova espécie (Foto: Divulgação/PLOS ONE)O macaco conhecido pelos locais como Likweli estava “escondido” da ciência por décadas, até ser finalmente reconhecido como uma nova espécie. Batizado de Colobus Congoensis, vive nas florestas da República Democrática do Congo e é a quinta espécie identificada no continente nos últimos 75 anos.
A confirmação foi publicada na revista científica PLOS ONE, após uma longa investigação que reuniu cientistas da Florida Atlantic University (FAU), City University of New York (CUNY), além de instituições de ensino do Congo e da Alemanha.
O Likweli tem pelagem preta, pelos longos, cauda comprida e lábios alaranjados característicos. A espécie também emite um chamado grave, semelhante ao rugido de outros macacos colobos, mas com uma estrutura acústica própria.
A equipe reuniu uma série de evidências anatômicas, genéticas, comportamentais e ecológicas para comprovar que se tratava de uma espécie inédita. Os pesquisadores identificaram diferenças no crânio, dentes e esqueleto que distinguem os primatas de outros primatas do grupo.
A busca pelo animal começou em 2008, após pesquisadores registrarem uma foto borrada de um macaco incomum no Parque Nacional de Lomani. Dez anos depois, uma nova observação permitiu que os cientistas organizassem expedições mais detalhadas.
Foram registrados 114 avistamentos entre os anos de 2018 e 2022, além de gravações de áudio, análises genéticas e entrevistas com moradores da região. O Likweli costuma permanecer no topo das árvores na floresta , o que dificultou sua identificação.
As equipes de pesquisa percorreram 52 comunidades próximas ao habitat da espécie, mas apenas oito vilarejos afirmaram reconhecer o primata. Apesar da descoberta, o animal foi encontrado em uma área de aproximadamente 1.700km² e sofre com a perda de território e a caça.
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