Jornalismo
Lula rebate Trump e defende combate ao crime organizado sem tutela estrangeira
Presidente criticou classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas e anunciou ações integradas de segurança no Rio
Por Redação18 SET. - 16H48
Jornalismo - Lula rebate Trump e defende combate ao crime organizado sem tutela estrangeira (Foto: © Rovena Rosa/Agência Brasil)O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu nesta sexta-feira (18) as críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao combate brasileiro ao crime organizado. Durante um evento sobre segurança pública no Rio de Janeiro, Lula afirmou que não concorda com a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A designação foi feita pelo governo norte-americano em junho deste ano.
Lula defendeu a retomada de territórios controlados por organizações criminosas no Rio e afirmou que o Brasil precisa enfrentar o crime organizado. Ao falar sobre a classificação adotada pelos Estados Unidos, o presidente também associou o conceito de terrorismo aos atos de 8 de janeiro e ao plano investigado pela Justiça para assassinar autoridades durante a trama golpista. Essas afirmações foram apresentadas por Lula durante o discurso e refletem sua posição sobre o tema.
O presidente também citou a necessidade de reforçar a segurança em regiões consideradas estratégicas para a exploração de recursos naturais, como a margem equatorial e o pré-sal. As declarações ocorreram dois dias depois de o governo brasileiro contestar críticas de Trump sobre o combate às facções. Em nota, o Ministério da Justiça afirmou que os Estados Unidos desconsideraram ações brasileiras, como a Lei Antifacção, operações contra organizações criminosas e o Programa Brasil contra o Crime Organizado.
Durante o evento, foram apresentados acordos entre os governos federal, estadual e municipal para atuação conjunta na segurança do Rio. As iniciativas incluem proteção de corredores logísticos, retomada de territórios sob influência de organizações criminosas e capacitação da Força Municipal. Os acordos com o governo estadual têm vigência de 60 meses. A proposta de integração busca ampliar o compartilhamento de informações e a atuação das forças de segurança.
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