Jornalismo
Ligue 180 registra mais de 86 mil denúncias de violência contra mulheres em 2025
Dados do Ministério das Mulheres apontam mais de meio milhão de atendimentos e lançam painel com informações inéditas.
Por Rebecca Lilith08 AGO - 11H17
Jornalismo - Ligue 180 registra mais de 86 mil denúncias de violência contra mulheres em 2025 (Foto: Divulgação )A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 registrou 86.025 denúncias de violência contra mulheres entre janeiro e 31 de julho de 2025. O número coloca este tipo de ocorrência em terceiro lugar entre os 594.118 atendimentos feitos no período por cerca de 300 atendentes.
Os pedidos de informação lideram o ranking de registros. O serviço, gratuito e coordenado pelo Ministério das Mulheres, atua recebendo ligações, registrando denúncias e encaminhando-as aos órgãos competentes nos estados, no Distrito Federal e nos municípios. Além disso, orienta sobre direitos, leis e serviços especializados disponíveis na rede de atendimento.
Nesta quinta-feira (7), o Ministério lançou o Painel de Dados do Ligue 180, uma plataforma pública com informações detalhadas sobre tipos de violência, perfil das vítimas e agressores e contexto das denúncias. A iniciativa faz parte da campanha Agosto Lilás e coincide com os 19 anos da Lei Maria da Penha (11.340/2006), que neste ano tem como tema “Não deixe chegar ao fim da linha. Ligue 180”.
Durante um café da manhã com jornalistas, em Brasília, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou a importância de dados baseados em evidências para o enfrentamento da violência de gênero.
“Seja nos feminicídios ou em qualquer tipo de violência, precisamos entender melhor, estudar, analisar e ter estratégias efetivas para mudar esse comportamento”, afirmou.
A plataforma interativa, em funcionamento desde o segundo semestre de 2024, compila informações dos diferentes canais de atendimento: ligação para o 180, e-mail (central180@mulheres.gov.br), WhatsApp ((61) 9610-0180) e videochamadas em Língua Brasileira de Sinais (Libras) para pessoas surdas.
Segundo Ellen dos Santos Costa, coordenadora-geral da Central de Atendimento à Mulher, os dados são inéditos e fundamentais para retratar a violência de gênero no país.
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