Jornalismo
Justiça Militar absolve policiais do Bope envolvidos em operação com duas mortes na Iputinga
Decisão foi unânime e considerou que agentes agiram em estrito cumprimento do dever legal; absolvição não analisa os homicídios
Por Rebecca Lilith16 DEZ - 07H06
Jornalismo - Justiça Militar absolve policiais do Bope envolvidos em operação com duas mortes na Iputinga (Foto: Reprodução )A Vara da Justiça Militar absolveu, na última segunda-feira (15), os nove policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) envolvidos na ocorrência que terminou com a morte de dois homens na Comunidade do Detran, no bairro da Iputinga, Zona Oeste do Recife. O julgamento foi presidido pelo juiz Francisco Galindo de Oliveira e teve decisão unânime do Conselho Permanente de Justiça, por cinco votos a zero.
A absolvição diz respeito exclusivamente aos crimes de descumprimento de missão, fraude processual e violação de domicílio, previstos no Código Penal Militar. Segundo os magistrados, os policiais atuaram em “estrito cumprimento do dever legal”, o que afasta a ilicitude da conduta. Em relação à acusação de fraude processual, o colegiado entendeu que não houve provas suficientes para a condenação.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, na noite de 20 de novembro de 2023, os policiais deveriam ter se deslocado para a sede do 11º Batalhão da Polícia Militar, em Apipucos, na Zona Norte do Recife. No entanto, teriam alterado o trajeto após receberem informações sobre a presença de suspeitos de tráfico de drogas na Comunidade do Detran, seguindo para o local em três viaturas.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que os policiais entraram em uma residência. Pouco depois, mulheres e crianças deixaram o imóvel. Em seguida, foram ouvidos disparos que atingiram Bruno Henrique Vicente da Silva, de 28 anos, e Rhaldney Fernandes da Silva Caluete, de 32.
As vítimas foram colocadas em uma viatura, enroladas em lençóis, e levadas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Caxangá, onde já teriam chegado sem vida. Em depoimento, os policiais afirmaram que os homens estavam armados e teriam reagido à abordagem. Testemunhas, porém, relataram que as vítimas estariam ajoelhadas e rendidas no momento dos disparos.
O Ministério Público também sustentou que os policiais tinham conhecimento das mortes, teriam simulado socorro e alterado o local do crime, o que dificultaria o trabalho investigativo. Apesar da absolvição na Justiça Militar, o caso segue sendo acompanhado no âmbito criminal.
ÚLTIMOS VIDEOS

Mulher é atacada por cão de grande porte nas Graças

Moradores denunciam alagamentos e buracos em rua de Enseadas dos Corais

Dupla é presa após roubar cargas de cosméticos no Recife

Taxista é assassinado em tabajara. Suspeitos pulam o muro da casa dele
