Jornalismo
Idosa de 69 anos é dada como morta pelo INSS e tem benefício cortado
Com cinco meses de aluguel atrasado, ela só não foi despejada devido à compreensão do proprietário do imóvel
Por Abel Santos24 ABR - 16H15
Jornalismo - Idosa de 69 anos é dada como morta pelo INSS e tem benefício cortado (Foto: Divulgação )Dona Maria José, uma idosa de 69 anos residente em Olinda, Pernambuco, enfrenta uma situação desesperadora causada por um erro burocrático do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Beneficiária do BPC (Benefício de Prestação Continuada) há 24 anos, ela teve seu pagamento subitamente interrompido em novembro do ano passado após o sistema do órgão registrar, erroneamente, o seu falecimento. Desde então, mesmo estando "vivíssima", como destacou a reportagem de Fábia Raposo, a idosa luta para provar que existe e recuperar a única renda que possui para sobreviver.
O drama de Dona Maria é agravado pela lentidão do sistema federal. Acompanhada pelo filho, Rudmar, ela já realizou duas provas de vida — uma no final do ano passado e outra em janeiro deste ano — e emitiu uma nova Carteira de Identidade Nacional em fevereiro, cumprindo todas as exigências burocráticas impostas. Além disso, o CRAS de Olinda já realizou visitas técnicas e confirmou que a situação cadastral da idosa está correta. No entanto, em todas as tentativas de resolução através da central 135 ou em visitas presenciais às agências, a resposta é sempre a mesma: o processo "está em análise".
As consequências desse descaso são graves e visíveis na saúde e no sustento de Dona Maria José. Com cinco meses de aluguel atrasado, ela só não foi despejada devido à compreensão do proprietário do imóvel, que a conhece há décadas. Sem dinheiro para alimentação e medicamentos de uso contínuo para pressão alta, ela sobrevive graças à ajuda de vizinhos e do filho. Emocionada, a idosa relatou sofrer com noites de insônia, choro constante e o medo iminente de perder o teto onde mora.
Em resposta ao caso, o INSS emitiu uma nota informando apenas que o processo permanece na fila para análise e que, caso o benefício seja reativado, os valores retroativos serão pagos. A justificativa gerou indignação, uma vez que a idosa já apresentou todas as provas físicas de vida necessárias. Enquanto aguarda uma decisão oficial que não tem prazo para acontecer, Dona Maria José segue em um limbo administrativo, sendo tratada como falecida por um sistema que ignora sua presença física e suas necessidades básicas de sobrevivência.
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