Jornalismo
Homem é preso em Camaragibe com maconha suficiente para mais de 100 anos de uso medicinal
Apesar de ter autorização judicial para cultivar cannabis para fins terapêuticos, ele foi flagrado com estufas, laboratórios e produção em escala considerada incompatível com uso pessoal
Por Rebecca Lilith06 JUN - 11H22
Jornalismo - Homem é preso em Camaragibe com maconha suficiente para mais de 100 anos de uso medicinal (Foto: Polícia Militar de Pernambuco)Um homem foi preso em flagrante por tráfico de drogas após a Polícia Civil de Pernambuco encontrar uma estrutura de cultivo e processamento de cannabis em larga escala em sua propriedade no distrito de Aldeia, em Camaragibe, Região Metropolitana do Recife. A operação foi divulgada nesta quinta-feira (6) e revelou a existência de mais de 115 pés de maconha, cerca de 70 quilos da planta já processada e mais de 10 litros de óleo de canabidiol (CBD).
Apesar de possuir autorização judicial para cultivar cannabis com fins medicinais, o suspeito ultrapassava, e muito, os limites estabelecidos. A decisão judicial que lhe concedeu habeas corpus permitia o cultivo de no máximo nove pés da planta, em uma área restrita de até cinco metros quadrados, com uso diário limitado a apenas cinco gotas do óleo uma quantidade geralmente indicada para tratamentos médicos específicos.
No entanto, o que a polícia encontrou foi um cenário que chamou atenção pelo volume e sofisticação. Em uma das estufas montadas na propriedade, havia 41 pés de maconha com mais de dois metros de altura. Dentro da casa, os agentes encontraram uma segunda estufa climatizada com 114 pés e uma terceira ainda em construção, já equipada com maquinário industrial. Segundo as autoridades, a quantidade total apreendida seria suficiente para mais de 115 anos de uso contínuo, considerando a dosagem autorizada judicialmente.
A permissão que o suspeito possuía também exigia controle rigoroso da produção, com envio de amostras do óleo para análise laboratorial, a fim de verificar os níveis de THC e CBD. A polícia agora tem 30 dias para aprofundar as investigações e tentar identificar possíveis compradores ou a existência de uma rede de distribuição.
Apesar do flagrante e da gravidade do caso, o homem que não teve o nome divulgado teve a liberdade provisória concedida após audiência de custódia no Tribunal de Justiça de Pernambuco.
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