Jornalismo
História de Pernambuco se torna disciplina obrigatória nas escolas estaduais a partir de 2026
Nova matéria será aplicada no ensino fundamental II da rede estadual e terá carga horária de 160 horas em escolas de Educação Integral
Por Rebecca Lilith16 JAN - 11H55
Jornalismo - História de Pernambuco se torna disciplina obrigatória nas escolas estaduais a partir de 2026 (Foto: Rafael Vieira)A história de Pernambuco passará a integrar oficialmente a grade curricular das escolas estaduais a partir de 2026, como disciplina obrigatória. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado da última quarta-feira (14) e marca um avanço na valorização da identidade histórica e cultural pernambucana no ambiente escolar.
A disciplina será implementada nos anos finais do ensino fundamental II, como parte da Parte Diversificada do Currículo (PD), nas escolas estaduais de Educação Integral com jornadas de 30, 35 e 45 horas/aula semanais. Em todas as modalidades, o componente curricular terá carga horária total de 160 horas.
De acordo com a publicação oficial, o ensino de História deve contemplar as contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro, com ênfase nas matrizes indígena, africana e europeia, garantindo que o currículo reflita a diversidade étnica e cultural do país. Ao todo, 342 escolas estaduais passarão a ofertar a disciplina já em 2026.
A iniciativa representa uma mudança no modelo tradicional de ensino de História, que costuma priorizar acontecimentos nacionais com foco predominante no Sudeste brasileiro, relegando a história dos estados a um papel secundário. Com a nova diretriz, Pernambuco passa a ter sua trajetória estudada de forma mais aprofundada e contextualizada.
Na mesma instrução normativa, o Governo do Estado também regulamenta o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena como componente curricular específico nas escolas estaduais, reforçando o compromisso com uma educação conectada ao território e às origens da cultura nacional.
Para a professora Theila Soares, a mudança corrige uma lacuna histórica presente nos materiais didáticos. “Nós somos um dos maiores produtores de cultura do Brasil e os estudantes muitas vezes não sabem disso. Nos livros didáticos produzidos no Sul e Sudeste, Pernambuco aparece em meia página ou até mesmo em uma nota de rodapé”, critica.
Segundo ela, em muitos casos, a única referência ao estado é a Revolução Pernambucana, e, dependendo da editora, nem isso. “Pernambuco acaba ficando sempre à margem, tratado como um conteúdo complementar”, conclui.
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