Jornalismo
Há 10 anos, Beatriz Mota era assassinada dentro de uma escola em Petrolina
Mesmo com confissão, DNA e decisão para Júri Popular, o processo segue parado; defesa tenta impedir julgamento enquanto família luta por justiça e convive com a dor da perda.
Por Yasmin Santos10 DEZ - 15H56
Jornalismo - Há 10 anos, Beatriz Mota era assassinada dentro de uma escola em Petrolina (Foto: Reprodução)O assassinato de Beatriz, de 7 anos, dentro de uma escola particular em Petrolina, no sertão de Pernambuco, completa uma década sem desfecho judicial. O crime brutal, ocorrido em 2015, chocou o estado e o país. Mesmo com a confissão de Marcelo da Silva e a confirmação pericial por DNA, o julgamento do homem acusado de matar a menina ainda não aconteceu.
A família relembra que foram sete anos de luta até que as investigações avançassem e o suspeito fosse identificado. Em 2022, exames de DNA apontaram Marcelo como autor do crime e, posteriormente, ele confessou. Em 2023, a Justiça determinou que o caso fosse levado ao Júri Popular — decisão que, até hoje, não saiu do papel.
Desde então, uma série de recursos apresentados pela defesa tem travado o andamento do processo. Parte das tentativas já foi negada, mas novos pedidos continuam sendo analisados. Só após a avaliação de todos eles é que a Justiça decidirá se mantém ou não o julgamento. A Vara Criminal de Petrolina pronunciou o réu ao entender que existem indícios de autoria e prova da materialidade.
A defesa, no entanto, tenta reverter a decisão no Superior Tribunal de Justiça e pretende entrar com habeas corpus para soltar Marcelo. O advogado afirma acreditar na absolvição e diz que o acusado “possivelmente nem irá a júri popular”.
Enquanto isso, a família revive diariamente o sofrimento da perda. Beatriz tinha sonhos, planos e desejava ser médica veterinária. Para a mãe, cada dia sem sua filha reforça a dor e a urgência por justiça. Ela afirma que a década sem respostas foi marcada por falhas, lentidão e desgastes emocionais profundos.
A mãe espera que o processo avance o mais rápido possível para que o ciclo de dor e espera finalmente seja encerrado. “Quero criar meus filhos com dignidade e ver esse caso concluído. Que a nossa luta inspire outras famílias a não desistirem”, disse. Cristã, ela diz viver na esperança de reencontrar Beatriz e matar a saudade que a acompanha desde 2015.
A família segue aguardando a definição da Justiça — e a população, assim como o Vale do São Francisco, continua clamando para que o caso tenha um fim.
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