Jornalismo
Governo brasileiro repudia prorrogação de emergência nacional dos EUA
Executivo classifica medida como ‘infundada’ e reafirma soberania nacional e independência entre Poderes
Por Redação30 JUL. - 07H08
Jornalismo - Governo brasileiro repudia prorrogação de emergência nacional dos EUA (Foto: Ricardo Stuckert/PR)O governo brasileiro repudiou, na quarta-feira (29), a prorrogação por mais de um ano da emergência nacional anunciada pelos Estados Unidos. A decisão anunciada pela Casa Branca repete acusações infundadas ao caracterizar o Brasil como uma ameaça ao país norte-americano.
O Executivo, em nota, classificou como “infundadas” as justificativas apresentadas pelos EUA e reafirmou a soberania nacional e a independência entre os Poderes. O Brasil afirmou, ainda, que a declaração “reitera argumentos infundados e inverídicos” ao mencionar supostas acusações sem respaldo nos fatos.
O governo brasileiro declarou que “é inteiramente descabido caracterizar o Brasil como ameaça aos Estados Unidos, especialmente à luz dos históricos laços diplomáticos e da amizade que une os dois povos”.
Acusações
Os EUA acusaram o Brasil de violar suposta liberdade de expressão, direitos humanos e de perseguir o ex-presidente brasileiro, sua família e apoiadores. O governo brasileiro afirmou que o Poder Judiciário atua de forma independente em conformidade com a Constituição Federal.
A medida foi assinada pelo presidente Donald Trump em 30 de julho de 2025. Após a decisão ser publicada no Federal Register, o diário oficial norte-americano, a ação estará em vigor até 30 de julho de 2027.
A Casa Branca afirma que ainda existem condições que sustentam a classificação do Brasil como uma ameaça à segurança dos Estados Unidos. O governo norte-americano voltou a acusar as autoridades brasileiras de restringirem a liberdade de expressão de cidadãos e empresas estadunidenses.
O texto cita, também, decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas à remoção de conteúdos em plataformas digitais e à prisão de pessoas por manifestações, classificadas pelos EUA como censura.
Negociações
Em resposta, o Brasil intensificou as negociações diplomáticas com as autoridades estadunidenses e contestou as medidas na Organização Mundial do Comércio (OMC), sob o argumento de violação do comércio internacional.
Apesar das tentativas diplomáticas, as medidas adotadas pela Casa Branca foram mantidas e permanecerão em vigor ao longo do ano.
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