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Geração de Negócios: moda, empreendedorismo e empoderamento, conheça Babi
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Por Jackson Rafi18 JUL. - 18H05
Jornalismo - Geração de Negócios: moda, empreendedorismo e empoderamento, conheça Babi (Foto: )Aos 27 anos, Babi Rodrigues transformou a paixão pela moda em um negócio próprio e encontrou no empreendedorismo uma forma de gerar renda e fortalecer a identidade periférica e feminina dentro da cultura Hip Hop. Fundadora da marca Máfia Feminina, ela conquistou espaço no mercado da moda com criar peças autorais voltadas para mulheres que buscavam representatividade e identidade.
Impulsionado pela valorização de peças exclusivas, pelo fortalecimento da moda autoral e pela busca dos consumidores por produtos com identidade própria, o mercado tem se mostrado um ambiente fértil para novos negócios criativos.
Dados do Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), apontam que micro, pequenas e médias empresas representam 97,5% da indústria da moda. O cenário se reflete em Pernambuco, especialmente na Região Metropolitana do Recife, onde a presença de pequenos empreendimentos têm ganhado força. Segundo o Sebrae, a falta de empresas de confecção de médio e grande portes na região tem incentivado profissionais do setor a transformar criatividade e conhecimento técnico em negócios próprios.

Moradora da Zona Norte da cidade do Recife, Babi começou a empreender aos 17 anos. O desejo de contribuir com a renda familiar se uniu à percepção de uma oportunidade pouco explorada na cena local.
“Na época, não existia nenhuma marca voltada exclusivamente para mulheres. Comecei customizando roupas de outras marcas, e a demanda cresceu tanto que decidi criar a minha própria”, relembra.
A identificação dessa lacuna no mercado foi o ponto de partida para a criação da Máfia Feminina. O que começou com a personalização de peças evoluiu para uma marca própria, construída a partir da conexão com clientes que buscavam representatividade, estilo e identidade nas roupas que consumiam.
Com o crescimento da demanda, a jovem passou a enxergar a moda não apenas como expressão artística, mas também como um empreendimento capaz de gerar renda e criar oportunidades. Ao longo dos anos, a marca se consolidou na cena pernambucana, unindo criatividade, autenticidade e uma proposta voltada ao fortalecimento da autoestima e da valorização feminina.
Apesar do crescimento, Babi afirma que os desafios vão além da criação das coleções. Administrar um negócio exige conhecimento em áreas que muitas vezes não fazem parte da formação criativa dos profissionais da moda.
“Sou totalmente criativa, então a parte administrativa sempre foi um desafio. Mas estou sempre buscando conhecimento, fazendo cursos e trocando experiências com outras pessoas do ramo”, afirma.
Especialistas do Sebrae destacam que, no mercado da moda, o sucesso de uma marca depende não apenas da qualidade dos produtos, mas também da capacidade de compreender o público-alvo, construir posicionamento de mercado e acompanhar as transformações do comportamento do consumidor.
A história de Babi demonstra como a criatividade pode se transformar em oportunidade de negócio quando aliada à identificação de demandas reais do mercado. Ao criar uma marca voltada para um público que não se sentia representado, a empreendedora construiu um negócio próprio, gerou renda e conquistou espaço em um setor cada vez mais competitivo.
Ao transformar criatividade em negócio e identificar um público que buscava representatividade, Babi construiu uma marca própria e consolidou seu espaço no mercado. Sua trajetória mostra como a economia criativa pode gerar renda, impulsionar pequenos negócios e abrir oportunidades para novos empreendedores.
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