Jornalismo
Estudo revela que crianças que entram nas redes cedo têm notas mais baixas
Jovens que criaram sua primeira conta em uma rede social aos 11 ou 12 anos, posteriormente obtiveram resultados significativamente mais baixos
Por Redação13 AGO. - 08H09
Jornalismo - Estudo revela que crianças que entram nas redes cedo têm notas mais baixas (Foto: Reprodução/Internet)Uma pesquisa feita com pré-adolescentes na Itália revelou que as redes sociais impactam o desenvolvimento das crianças, podendo afetar seu desempenho acadêmico. Jovens que criaram sua primeira conta em uma rede social aos 11 ou 12 anos, posteriormente obtiveram resultados significativamente mais baixos.
Em contrapartida, jovens que criaram sua primeira conta com 14 ou 15 anos obtiveram um melhor desempenho. Essas diferenças não ficam apenas na infância, mas persistem por anos.
Os resultados do estudo foram publicados na Nature Human Behaviour, os pesquisadores coletaram dados de 5.227 estudantes de 28 escolas do norte da Itália. Foram combinadas pesquisas sobre os hábitos de uso das redes sociais, coletadas entre 2023 e 2024, com resultados oficiais de testes padronizados de italiano, inglês e matemática.
Resultados - Os estudantes que criaram uma conta nas redes sociais aos 11 ou 12 anos obtiveram resultados cerca de 0,22 desvio-padrão mais baixos em italiano e 0,18 em matemática, persistindo até anos seguintes, em comparação com estudantes que criaram sua primeira conta em redes sociais a partir dos 13 ou 14 anos.
Ainda segundo os autores, uma diferença de 0,2 desvio-padrão equivale a cerca de seis meses de escolaridade. A partir do décimo ano escolar, os estudantes que entraram nas redes mais cedo apresentaram resultados 0,22 desvio-padrão mais baixo em italiano e 0,27 em matemática.
A pesquisa também identificou que os estudantes que esperaram até o sétimo ou oitavo ano para criar suas contas ainda tendiam a apresentar desempenho inferior àqueles que ingressaram no mundo digital mais tarde, mas as diferenças foram menores.
Curiosamente, os pesquisadores não encontraram evidências de que o uso precoce das redes sociais afetasse os resultados dos testes de língua inglesa. As crianças relataram ainda que ao verificar seus celulares com maior frequência tinham maiores chances de ingressar nas redes mais cedo.
Papel dos pais - A autora e professora da Universidade de Milano-Bocca, Chiara Respi, em entrevista à revista Newsweek, afirmou que o estudo sugere que esperar até os 13 ou 14 anos para entrar nas redes sociais pode ser benéfico.
A pesquisadora também pontuou que é importante ter a supervisão dos pais ou responsáveis de forma efetiva durante o uso das redes, ajudando-as a compreender a natureza distrativa do mundo digital.
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