Jornalismo
Estudante de medicina é morta pelo ex-companheiro em prédio de alto padrão no Recife
Crime aconteceu na Zona Sul da capital pernambucana; vítima tinha 22 anos e já havia registrado ocorrências contra o suspeito
Por Yasmin Santos23 MAR - 14H23
Jornalismo - Estudante de medicina é morta pelo ex-companheiro em prédio de alto padrão no Recife (Foto: Reprodução)A semana começa com mais um caso de violência contra a mulher no Recife. A estudante de medicina Isabel Cristina de Oliveira dos Santos, de 22 anos, foi morta a tiros pelo ex-companheiro, o empresário e cantor Silvio Souza Silva, de 48 anos, na noite do domingo (22), na Zona Sul da cidade. Após o crime, ele tirou a própria vida no mesmo local.
De acordo com informações da polícia, o crime aconteceu por volta das 22h, dentro do apartamento da jovem. Testemunhas relataram que houve uma discussão entre o ex-casal momentos antes dos disparos. Em seguida, o homem deixou o local, mas retornou pouco tempo depois e atirou contra a cabeça da vítima. Logo após, ele também efetuou um disparo contra si.
Os corpos foram encontrados pela irmã de Isabel, que estava acompanhada da filha do casal, de apenas 3 anos. Ambos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) do Recife. O corpo da estudante foi liberado na manhã desta segunda-feira (23) e deve ser velado e sepultado ainda hoje. Já o corpo do suspeito permanecia no local até a última atualização.
Isabel cursava o quarto período de medicina em uma universidade particular da capital e, segundo familiares, vivia um relacionamento conturbado com o ex-companheiro, marcado por idas e vindas ao longo de cerca de oito anos. A jovem já havia registrado pelo menos quatro boletins de ocorrência contra ele, incluindo episódios de perseguição e conflitos após o fim do relacionamento, ocorrido em agosto do ano passado.
Informações preliminares apontam ainda que ambos chegaram a ter medidas protetivas um contra o outro, situação que será investigada pela Polícia Civil, responsável por esclarecer a dinâmica do crime.
A morte da estudante causou forte comoção entre familiares, amigos e colegas de curso. Abalada, a família preferiu não gravar entrevistas, mas pede justiça. O caso é tratado como feminicídio seguido de suicídio e reforça o alerta para os altos índices de violência contra a mulher no Brasil.
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