Jornalismo
Em Areias, mulher é morta a facadas pelo companheiro na frente do sobrinho de 12 anos
O suspeito está foragido e as autoridades realizam diligências
Por Abel Santos30 JUN - 15H58
Jornalismo - Em Areias, mulher é morta a facadas pelo companheiro na frente do sobrinho de 12 anos (Foto: Reprodução/Redes Sociais)Mais um caso de violência doméstica chocou o estado de Pernambuco na manhã desta terça-feira. Renata Vera Silva, de 40 anos, foi brutalmente assassinada a facadas dentro de sua própria casa, localizada na Rua Doutor Vilas Boas, no bairro de Areias. O crime foi presenciado por um adolescente de 12 anos, sobrinho da vítima.
De acordo com informações colhidas no local, Renata mantinha um relacionamento conturbado com o suspeito há cerca de 12 a 13 anos. O casal residia na casa com a avó da vítima, uma senhora idosa e acamada, e o sobrinho.
O conflito teria se iniciado após uma discussão ocorrida na noite anterior, logo após a partida do Brasil na Copa do Mundo. O homem deixou a residência irritado e retornou na manhã desta terça-feira já com a intenção de cometer o homicídio.
Ao chegar à casa, ele iniciou uma nova discussão com Renata. Para impedir que o sobrinho da vítima interferisse ou presenciasse o ataque, o agressor trancou o adolescente em um dos cômodos da casa, sob a promessa de que não lhe faria mal. Enquanto o menino estava isolado, o homem desferiu quatro golpes de faca contra Renata, atingindo a região do tórax, seios e costas. Após o crime, o suspeito descartou a arma no banheiro e fugiu. O corpo foi encontrado pelo próprio sobrinho, que pediu socorro aos vizinhos.
Amigos e familiares relataram que o relacionamento era marcado pelo controle e pelo medo. Segundo relatos, o companheiro mantinha Renata em um ciclo de isolamento, controlando suas saídas e ameaçando constantemente a família da vítima, incluindo a avó e o filho de Renata.
"Ela deixou de viver", afirmou Dona Maria, amiga próxima da família. Segundo ela, o suspeito demonstrava um comportamento possessivo e violento, utilizando até mesmo um animal de estimação como forma de controle dentro do ambiente doméstico. O suspeito teria justificado o crime alegando ter sido "desmoralizado", uma motivação que amigos e testemunhas refutam, classificando o ato como um crime injustificável contra uma mulher que tentava romper com um ciclo de abuso.
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