Jornalismo
Dino e Zanin defendem julgamento conjunto de Moraes e Mendonça no STF
Ministros divergem de Fachin e querem que os casos sejam analisados simultaneamente pelo plenário
Por Redação15 SET. - 16H44
Jornalismo - Dino e Zanin defendem julgamento conjunto de Moraes e Mendonça no STF (Foto: © Fellipe Sampaio/STF)Os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), defenderam nesta terça-feira (15) que os casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça sejam julgados simultaneamente pelo plenário da Corte. A discussão ocorre durante a análise de uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, que propôs incluir no julgamento as supostas irregularidades atribuídas a Mendonça na condução do caso.
No início da sessão, o presidente do STF, Edson Fachin, reafirmou ser favorável à análise dos dois casos em dias diferentes. Atualmente, o plenário avalia se deve prosseguir com o julgamento sobre a possibilidade de investigação de Moraes por uma suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ou se também serão analisadas as acusações relacionadas à atuação de Mendonça.
Durante seu voto, Flávio Dino afirmou que não está clara a definição do rito adotado pela presidência da Corte para que apenas o caso de Moraes seja analisado nesta terça-feira. O ministro defendeu que os dois processos sigam o mesmo procedimento e questionou a decisão de deixar a análise envolvendo Mendonça para a próxima quarta-feira (23).
Cristiano Zanin também se posicionou a favor do julgamento conjunto. A proposta ainda está sendo analisada pelos demais ministros do Supremo, que devem votar a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. O decano também defendeu que o caso seja redistribuído entre os integrantes da Corte e não permaneça sob a relatoria de Fachin.
A crise envolvendo os ministros veio à tona em 1º de setembro, quando Mendonça acionou o plenário após uma apuração da Polícia Federal identificar que Daniel Vorcaro teria entrado em contato com um número de celular atribuído a Moraes. Segundo a investigação, foram trocadas cerca de 50 mensagens antes da prisão preventiva do ex-banqueiro, em 17 de novembro do ano passado.
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