Jornalismo
Dino determina investigação sobre relação do Banco Master com concessionárias de cemitérios de SP
Ministro do STF acionou PF e CVM para apurar operações envolvendo empresas responsáveis pelo serviço funerário da capital paulista
Por Redação17 SET. - 16H11
Jornalismo - Dino determina investigação sobre relação do Banco Master com concessionárias de cemitérios de SP (Foto: © Rosinei Coutinho/STF)O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (17) que a Polícia Federal (PF) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) investiguem possíveis relações entre o Banco Master, ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e concessionárias responsáveis pela administração de cemitérios de São Paulo. A determinação ocorre após reportagens apontarem conexões entre os negócios.
O caso ganhou repercussão após a confirmação de um encontro entre Vorcaro e o ministro André Mendonça, em março de 2025. Segundo Mendonça, na ocasião, o assunto tratado foi uma ação em tramitação no STF na qual o Banco Master discutia créditos de precatórios de fundos ligados à instituição. A Agência Brasil informou que Dino já havia solicitado explicações sobre possíveis relações entre o banco, o Instituto Iter, fundado por Mendonça, e contratos com o município de São Paulo.
Na decisão desta quinta, Dino estabeleceu que a investigação deve se limitar às possíveis relações entre o Banco Master e as concessionárias dos cemitérios. Eventuais atos que possam atingir André Mendonça não poderão ser realizados pela PF sem autorização do Supremo. O ministro também encaminhou a decisão ao presidente da Corte, Edson Fachin, a quem cabe avaliar medidas relacionadas a integrantes do STF.
Flávio Dino é relator de uma ação na qual o PCdoB questiona regras e preços cobrados pelas empresas responsáveis pelos cemitérios concedidos à iniciativa privada em São Paulo. Em novembro de 2024, o ministro havia determinado a retomada dos valores praticados antes das concessões. Segundo levantamento citado na ação, o pacote funerário mais barato custava R$ 428,04 antes da privatização e passou para R$ 1.494,14 após a concessão.
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