Jornalismo
“Deus não falha”: influenciadora pernambucana “apadrinhada” por Hytalo Santos lamenta condenação
O influenciador e o seu esposo foram condenados por produção de conteúdo sexual envolvendo adolescentes
Por Abel Santos24 FEV - 16H50
Jornalismo - “Deus não falha”: influenciadora pernambucana “apadrinhada” por Hytalo Santos lamenta condenação (Foto: Divulgação )A Justiça da Paraíba condenou o influenciador Hytalo Santos e o marido dele, Israel Vicente, conhecido como Euro, por produção de conteúdo sexual envolvendo adolescentes. A decisão foi proferida pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da comarca de Bayeux, na Grande João Pessoa, e tornou-se pública no domingo (22).
Hytalo foi condenado a 11 anos e 4 meses de prisão, enquanto Israel recebeu pena de 8 anos e 10 meses. Além da prisão em regime fechado, a sentença determina o pagamento de R$ 500 mil por danos morais e 360 dias-multa para cada um.
De acordo com a decisão, adolescentes eram inseridos em um ambiente controlado, comparado a um “reality show”, com exposição a situações consideradas de risco, além de suposta permissividade com álcool e negligência quanto à alimentação e à escolaridade. O juiz destacou a vulnerabilidade das vítimas.
Nas redes sociais, uma das integrantes da “Turma do Hytalo Santos”, como era intitulado o reality diário nas redes sociais do influenciador, evitou se posicionar, de forma clara, contra a decisão da Justiça paraibana. Dany Moraes, de 19 anos, é natural do Recife, capital pernambucana, e ficou conhecida no Instagram, onde soma mais de 4 milhões de seguidores, ao integrar o grupo de dança “Seja Fada”. Na época, em meados de 2019, a jovem dançarina também ganhou destaque ao se relacionar com o cantor de brega-funk Anderson Neiff.
No último domingo (22), no momento em que foi divulgada à imprensa a condenação da dupla de empresários, Dany Moraes publicou uma nota nas redes sociais, a mesma divulgada pela assessoria jurídica de Hytalo. “A decisão representa a vitória do preconceito contra um jovem nordestino, negro e homossexual, além de expressar estigmatização contra a comunidade LGBTQIAPN+”, afirmava. Nesta terça-feira (24), Dany publicou em seu Instagram: “Deus não falha no cuidado, mesmo quando você não entende o caminho”, o que sugere ao público um estado de dor pelos “pais”, que estão presos há 6 meses. Outros “filhos” e participantes do antigo projeto, desde os trâmites iniciais da TJPB, vêm se posicionando, realizando protestos, hashtags e campanhas virtuais.

A prisão preventiva foi mantida. A defesa informou que vai recorrer e afirma confiar na reversão da condenação nas instâncias superiores. O Tribunal de Justiça da Paraíba ainda analisa um pedido de habeas corpus.
Os dois foram presos em agosto do ano passado e também respondem a outro processo, na Justiça do Trabalho, por tráfico de pessoas e exploração.
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