Jornalismo
Claudia Leitte volta à Drilha de Caruaru e fala sobre forró, brega pernambucano e sua conexão com o Nordeste
"Não tem como você ser nordestino e não ter forró", falou em entrevista
Por Abel Santos12 JUN - 18H02
Jornalismo - Claudia Leitte volta à Drilha de Caruaru e fala sobre forró, brega pernambucano e sua conexão com o Nordeste (Foto: Reprodução/Redes Sociais)A mistura entre trio elétrico e São João está de volta às ruas de Caruaru. Neste domingo, Claudia Leitte promete comandar mais uma edição da Drilha, evento que marcou a história do São João pernambucano e que voltou a acontecer após 12 anos de pausa.
A cantora, que sempre teve sua trajetória associada ao Carnaval e ao axé, reforça que sua ligação com a cultura junina vem desde o início da carreira. Antes mesmo dos grandes palcos nacionais, Claudia já carregava o forró como uma das suas principais influências.
Em entrevista, a artista falou sobre a emoção de voltar a Caruaru, a força da música nordestina, a importância de não se limitar a rótulos musicais, sua admiração por Dominguinhos, o carinho pelo brega pernambucano e a lembrança de ser uma das vozes da Copa do Mundo.
Qual a sua relação com o São João desde criança?
“Você falou tudo. Não tem como você ser nordestino e não ter forró, xote, baião, xaxado correndo na sua veia. Não tem como. Eu comecei muito novinha e minha primeira banda, onde eu ganhei cachê, foi uma banda de forró. Então eu tenho um repertório muito vasto de forró. Eu acho que o forró pavimenta a música brasileira, principalmente a música que eu faço, que é a música de Carnaval, a música baiana. A gente canta tudo ali em cima do trio. O forró, o galope e a música de Pernambuco fizeram nascer essa música que eu faço com muito orgulho.”
Do Carnaval ao São João: existe diferença?
“A gente fica mais inspirado. Dá vontade de incrementar, trazer mais para o figurino, mais para o trio. Eu levo elementos cênicos, mas principalmente elementos musicais. No ano passado eu fui de gravata, de roupinha de gravata, mas eu levo sanfoneiro comigo, zabumba, triângulo. Esses instrumentos são muito importantes para a adaptação. É muito natural. Não é um esforço que a gente faz. É mais para as pessoas identificarem que a gente está fazendo parte daquela festa.”
Trio elétrico no São João:
O evento se tornou um dos símbolos da carreira de Claudia Leitte. Para a cantora, a experiência vai além da música. É muito natural para mim subir naquele trio. Eu estou imaginando a hora de fazer isso. No ano passado, quando teve o retorno das Drilhas, eu lembro exatamente do pôr do sol e daquela multidão. Eu me sinto uma menina num parque de diversões. É assim que eu me sinto quando estou em cima de um trio elétrico fazendo o que eu mais amo, que é servir o povo através da música.”
Dominguinhos como referência
Quando o assunto é música nordestina, Claudia não hesitou em citar um dos maiores nomes do gênero.
"Dominguinhos tem meu coração para sempre. Ele inspirou não só a mim como artista, mas toda música que eu faço tem um pouco dele. Essa cadência que a gente faz no samba reggae é banhada pelo baião, pelo xote, pelo xaxado. Tem muita coisa dele ali.”
“Priscila Senna é uma potência da nova geração do brega”
A cantora também falou sobre sua relação com o brega pernambucano e relembrou o encontro com Priscila Senna.
“Eu conheci Priscila nos bastidores de um show e fiquei escutando ela cantar. Foi excepcional. Priscila é uma das maiores cantoras com quem eu já cantei. Eu não estou falando só de segmento, de estilo musical. Ela é uma potência da nova geração do brega, da música brasileira. Ela é uma menina linda, humilde, talentosíssima. Sou apaixonada por ela.”

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