Jornalismo
Circulação da “supergripe” no Brasil acende alerta para aumento de casos graves
Alta transmissão e risco de complicações reforçam a importância da vacinação, sobretudo entre idosos e pessoas com comorbidades
Por Yasmin Santos15 ABR - 17H47
Jornalismo - Circulação da “supergripe” no Brasil acende alerta para aumento de casos graves (Foto: Reprodução)Aos 86 anos, dona Rute enfrentou dias difíceis após contrair uma forte gripe e ficar cerca de dez dias de cama. O motivo: o medo de agulha fez com que ela deixasse de se vacinar contra a doença. O que começou com sintomas leves rapidamente evoluiu e se tornou o quadro mais grave que ela já havia enfrentado.
Acostumada a lidar com resfriados com receitas caseiras, como chás e medicamentos simples, a idosa conta que nunca tinha passado por algo tão intenso. Desta vez, os métodos tradicionais não foram suficientes para aliviar os sintomas.
Especialistas apontam que há grande possibilidade de o caso estar relacionado à influenza A, especialmente o subtipo H3N2, considerado o vírus predominante em 2026. A variante chama atenção pela alta capacidade de transmissão e também pelo risco de complicações, principalmente entre pessoas mais vulneráveis.
De acordo com dados do boletim Infogripe, da Fiocruz, as mortes causadas por influenza A e suas variantes já representam mais de 40% dos registros quando comparadas a outros vírus respiratórios. O cenário preocupa autoridades de saúde, principalmente devido às constantes mutações do vírus, que dão origem a novas variantes, como o chamado subclado K.
Apesar disso, a vacina disponível atualmente no Brasil foi atualizada para proteger contra as principais cepas em circulação no hemisfério sul, incluindo as variações mais recentes da influenza A.
A campanha de vacinação segue até o fim de maio e tem como público prioritário idosos, crianças, gestantes, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde — grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença.
Depois da experiência, dona Rute decidiu mudar de atitude. Entre o receio da injeção e o risco de enfrentar outra gripe intensa, ela escolheu encarar o medo e se proteger.
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