Jornalismo
Ciclone-bomba deixa um morto, cinco feridos e causa estragos no RS
Temporal atingiu 118 municípios, provocou falta de energia e deixou mais de 120 pessoas desabrigadas; frente fria avança pelo país.
Por Redação07 AGO. - 17H18
Jornalismo - Ciclone-bomba deixa um morto, cinco feridos e causa estragos no RS (Foto: Evandro Leal/Enquadrar/ Estadão Conteúdo )A ventania provocada pela passagem de um ciclone-bomba pelo Rio Grande do Sul deixou uma pessoa morta, cinco feridos e 118 municípios com registro de danos, segundo a Defesa Civil gaúcha. O fenômeno atingiu o estado nesta quinta-feira (6), provocando quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia e outros transtornos.
O ciclone extratropical já se afasta em direção ao alto-mar e não deve atingir diretamente o Sudeste. A frente fria associada ao sistema, porém, avança pela região e aumenta a presença de nuvens em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O Inmet mantém alerta de vendaval até sábado (8) para Santa Catarina, Paraná, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia.
A morte ocorreu em Montenegro, na Grande Porto Alegre, após uma árvore cair sobre um motociclista de 33 anos na RS-124. Em Pedro Osório, uma das cidades mais atingidas, as aulas da rede municipal e o transporte de estudantes para Pelotas foram suspensos depois da ocorrência de um tornado acompanhado de tempestade e granizo.
Ao longo do temporal, 332 mil imóveis chegaram a ficar sem energia elétrica nas áreas atendidas por duas concessionárias. A maior parte do serviço já foi restabelecida, mas pelo menos 121 pessoas ficaram desabrigadas. Em Porto Alegre, os impactos também atingiram o abastecimento de água.
O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) informou que a Estação de Tratamento de Água São João, responsável pelo atendimento de mais de 600 mil pessoas, ficou sem energia, assim como 12 estações de bombeamento de água tratada. Com isso, ao menos 45 bairros da capital registraram baixa pressão ou falta de água desde a noite de quinta-feira.
O ciclone-bomba ocorre quando uma área de baixa pressão se intensifica rapidamente, podendo provocar ventos fortes, chuvas intensas e mudanças bruscas de temperatura. Apesar dos impactos registrados no estado, a Defesa Civil avalia que a situação deve melhorar.
Segundo Ana Maria Hermes, diretora do Departamento de Gestão de Risco da Defesa Civil, o ciclone já avançou e não representa mais grandes ameaças para o Rio Grande do Sul. A expectativa é de que os transtornos provocados pelo sistema não se repitam nesta sexta-feira (7).
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