Jornalismo
CBO recomenda consulta anual com oftalmologista a partir dos 40 anos
Documento orienta frequência dos exames conforme a idade e reforça acompanhamento para pessoas com diabetes e outros fatores de risco
Por Redação10 SET. - 17H51
Jornalismo - CBO recomenda consulta anual com oftalmologista a partir dos 40 anos (Foto: © CBO/Divulgação)A frequência das consultas com o oftalmologista deve variar de acordo com a idade e as condições de saúde de cada pessoa. As orientações estão em um documento divulgado nesta quinta-feira (10) pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), durante o 70º Congresso da especialidade, em Salvador.
Para recém-nascidos, o primeiro cuidado começa ainda na maternidade, com o teste do reflexo vermelho, que deve ser feito nas primeiras 72 horas de vida ou antes da alta. Entre 6 e 12 meses, a recomendação é realizar a primeira consulta oftalmológica completa. De 3 a 5 anos, deve haver pelo menos uma avaliação completa, preferencialmente antes da alfabetização.
Na idade escolar e na adolescência, o CBO recomenda reavaliações periódicas, com uma consulta oftalmológica completa entre 12 e 18 anos, período em que a miopia costuma surgir e avançar com maior frequência. Para adultos de até 39 anos, a avaliação também deve ser periódica, mesmo sem sintomas. A partir dos 40 anos e na terceira idade, a orientação é de consulta anual, com atenção para problemas como glaucoma, catarata e degeneração macular.
Pessoas com doenças crônicas, histórico familiar de doenças oculares ou outros fatores de risco podem precisar de acompanhamento mais frequente. No caso do diabetes, por exemplo, o CBO recomenda avaliação com as pupilas dilatadas desde o diagnóstico e consultas regulares, mesmo quando não há alterações na visão. Crianças míopes também devem ser acompanhadas anualmente e, nos casos não controlados, a cada seis meses.
O conselho destaca ainda que usuários de lentes de contato devem passar por avaliação pelo menos uma vez por ano. Pessoas que fazem uso prolongado ou recorrente de corticoides, inclusive colírios e pomadas, também precisam de acompanhamento. O documento chama atenção ainda para hipertensão, doenças autoimunes, medicamentos com potencial de toxicidade ocular, tabagismo e uso de canetas emagrecedoras como fatores que podem exigir maior vigilância.
Segundo o CBO, consultas periódicas são importantes porque diversas doenças oculares podem evoluir silenciosamente e causar perda visual irreversível. A entidade reforça que a identificação precoce aumenta as possibilidades de prevenção e tratamento, principalmente em condições como catarata, glaucoma, retinopatia diabética e degeneração macular.
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