Jornalismo
Casas Bahia alega que negocia e busca alternativas para crise financeira
Até o momento, não há definição sobre uma eventual obtenção de recursos, inclusive financeiros
Por Redação19 AGO. - 09H59
Jornalismo - Casas Bahia alega que negocia e busca alternativas para crise financeira (Foto: Divulgação)O Grupo Casas Bahia informou que mantém negociações com diversos agentes de mercado para buscar alternativas para a situação financeira da empresa. Até o momento, não há definição sobre uma eventual obtenção de recursos, inclusive financeiros.
A afirmação é uma resposta ao questionamento feito pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), após a publicação de notícias sobre a negociação de um DIP, uma espécie de financiamento para empresas em crise, para o grupo no valor de R$ 1 bilhão.
“No entanto, não há quaisquer definições relacionadas a eventual operação dessa natureza, seja de tamanho, prazo ou contraparte, razão pela qual inexiste informação a ser divulgada no atual momento”, afirmou a Casas Bahia.
Recuperação judicial - A empresa ajuizou, no domingo (16), um pedido de recuperação judicial e diz que avalia alternativas de renegociação para prazos de pagamento de dívidas e obtenção de recursos adicionais, inclusive mecanismos de transação tributária e a liberação de valores depositados em juízo a fim de gerar caixa.
Segundo a companhia, essas alternativas estão em fase de avaliação, sem confirmação de adoção ou prazo para concretização. O grupo acrescenta que a petição do pedido de recuperação judicial menciona algumas dessas medidas, incluindo o pedido de levantamento de depósitos trabalhistas.
A empresa afirmou que o alongamento do prazo de pagamento de fornecedores no primeiro trimestre foi indicado nos comentários sobre o ciclo financeiro, no documento com os resultados daquele período.
Já o fluxo de caixa livre de R$ 800 milhões e a redução nos estoques de R$ 1,15 bilhão constam no fluxo de caixa gerencial divulgado no balanço do segundo trimestre.
O pedido de recuperação judicial está disponibilizado ao mercado nos termos da Resolução CVM nº 80/2022.
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